Entre lendas gregas, nome árabe e a mesa de uma rainha, a alcachofra tem séculos de histórias para contar. Até o fim de outubro, a Cantina Tia Lina convida a conhecer e provar cada uma delas no Festival Sapori di Alcachofra
(Crédito: Pexels)
Você provavelmente já comeu alcachofra, mas talvez não saiba o que realmente está no prato, de onde vem esse nome tão diferente ou por que ela rende tantas histórias. Até o fim de outubro, quem passa por São Roque pode descobrir tudo isso e ainda provar, já que a Cantina Tia Lina dedica um festival inteiro a esse ingrediente tão querido da cozinha italiana. Veja cinco curiosidades a seguir:
A alcachofra é uma flor: O que vai ao prato é o botão de uma flor que ainda não abriu. Ela descende do cardo selvagem, da família dos espinhos, e nasceu na região do Mediterrâneo. Os historiadores ainda debatem onde exatamente, e o Norte da África e a Sicília aparecem entre os candidatos mais fortes. É essa flor que o festival homenageia, e a Alcachofra ao Vinagrete, servida com o vinagrete da casa, azeite e temperos frescos, é a forma mais pura de sentir o sabor dela.
O nome veio do árabe: A palavra “alcachofra” vem do árabe al-kharshuf, ligada a uma planta espinhosa. Os árabes provavelmente tiveram papel importante na difusão do ingrediente pela Europa, e o nome passou pelo espanhol até chegar ao português. Foi uma longa viagem pelo Mediterrâneo, que passou pela Itália, onde a alcachofra virou tradição, e agora chega a São Roque pelas mãos da Tia Lina.
Uma lenda grega explica o nome da planta: Reza a lenda que o deus Zeus se encantou por uma jovem chamada Cynara e a levou para o Olimpo. Ela sentiu saudade da Terra, e a história termina com sua transformação em alcachofra. Por isso, o nome científico da planta homenageia a personagem até hoje. Um ingrediente capaz de inspirar lendas assim bem merecia um festival.
Uma rainha ajudou a levar a alcachofra para a França: No século 16, a florentina Catarina de Médici, que adorava os corações de alcachofra, levou o hábito da Toscana para a corte francesa. Na época, dizia-se que o ingrediente tinha poderes afrodisíacos, o que só aumentava a fama dele nas mesas da nobreza. Se na corte a alcachofra era sinal de requinte, em São Roque ela ganha versões recheadas com farofa artesanal de pão, assinadas pela chef Carol Góes, filha da Tia Lina.
Nem tudo vai ao prato: A parte macia da alcachofra está no coração e na base das folhas. A ponta das folhas e a penugem do centro ficam de fora. É esse trabalho de limpar e descascar que faz muita gente ter receio de preparar o ingrediente em casa. Por isso, o festival traz vídeos especiais sobre como descascar a alcachofra, e as alcachofras estarão à venda no local, para quem quiser levar a curiosidade para a cozinha de casa.

Na Itália, a alcachofra ocupa lugar de destaque há séculos. Cultivada principalmente na região do Lazio, onde Roma consagrou pratos como o carciofo alla giudia e o carciofo alla romana, a flor é sinônimo de tradição familiar e de mesas fartas, e sua colheita é motivo de festa em diversas cidades, com feiras e sagras dedicadas inteiramente a ela. É dessa tradição que nasce o Festival Sapori di Alcachofra, que une gastronomia, cultura e vivência e homenageia a tríade que define a culinária italiana autêntica: simplicidade, sazonalidade e respeito ao ingrediente.
Além da Alcachofra ao Vinagrete, o cardápio especial traz a Alcachofra ao Alho e Óleo, salteada no azeite com alho dourado, a Alcachofra Recheada com Salame e Lombo Canadense, que dialoga com a tradição da charcutaria italiana, e a Alcachofra Recheada com Carne, uma preparação reconfortante que valoriza o sabor delicado da flor. Ou seja, cada curiosidade que você acabou de ler tem lugar à mesa.
Com mais de duas décadas de história em São Roque, a Cantina Tia Lina é reconhecida por unir a hospitalidade das famílias italianas a um ambiente acolhedor e climatizado, cercado pela paisagem da região, com cozinha autoral e ingredientes selecionados.


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