A síntese estratégica

 

Crédito: Magnific

O desafio, portanto, não é apenas “promover o Brasil” ou “atrair turistas”. O desafio é propor ao mundo um novo contrato civilizatório mediado pela hospitalidade. A brasilidade pode oferecer a linguagem afetiva desse contrato; a América do Sul pode oferecer sua profundidade comunitária e ecológica; o turismo pode oferecer a infraestrutura econômica; os eventos podem oferecer escala, visibilidade e mobilização; e a Indústria da Paz pode oferecer o horizonte ético.

O modelo só será legítimo, porém, se evitar três armadilhas: transformar comunidades em cenário, transformar cultura em caricatura e transformar sustentabilidade em discurso de marketing. Para ser economicamente viável e moralmente consistente, a Economia Regenerativa do Bem-Receber precisa distribuir renda, medir impacto, reduzir desigualdades, proteger ecossistemas e reconhecer que o anfitrião não é figurante da experiência turística: é coproprietário do valor gerado.

Em sua formulação mais simples, o plano global poderia ser enunciado assim:

A reflexão pode ser desenvolvida a partir de uma tese central: a chamada Indústria da Paz só se tornará viável quando deixar de ser apenas uma aspiração ética e passar a operar como uma arquitetura econômica concreta, capaz de transformar hospitalidade, turismo, viagens e eventos em infraestrutura de convivência, regeneração territorial e prosperidade compartilhada.

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