As redes de pesca estão entre as principais fontes de poluição por plástico nos oceanos e também causam impactos diretos na fauna marinha. Nesse contexto, a marca Redeiras reúne, desde 2009, mulheres artesãs da Colônia de Pescadores São Pedro – Z-3, em Pelotas (RS), que, com apoio do Sebrae/RS, transformam resíduos da pesca, como redes de camarão descartadas, escamas e couro de peixe, em peças artesanais e biojoias.
Nas mãos habilidosas das artesãs, esses materiais ganham novos significados e se transformam em colares, bolsas e carteiras, unindo tradição, sustentabilidade, geração de renda e consumo consciente. O resultado já aparece nas encomendas de todo o Brasil e exterior. “A rede que o pescador usa por volta de cinco anos e descarta a gente lava e recorta pacientemente até formar um rolo de fios que são trabalhados no tear manual ou no crochê. Atendemos o público em geral, além de lojistas de diversos estados brasileiros e também já exportamos para Suíça, Reino Unido, Japão, França e Uruguai”, explica Rosani Raffi Schiller, artesã-gestora Redeira.
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