Mochilão pela Europa: como se organizar para aproveitar melhor a viagem



Com planejamento, é possível realizar uma viagem prezando pela economia, mas sem perder os pontos altos do turismo e garantindo segurança


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Créditos: Zbynek Pospisil/iStock


Mais de 28 milhões de brasileiros viajaram para outros países entre janeiro e dezembro de 2025, de acordo com dados oficiais disponibilizados pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), sendo que o turismo para a Europa é uma opção que costuma estar entre os desejos dos viajantes. 


A possibilidade de viajar pelo “velho continente”, via transporte ferroviário ou aéreo, em curtas distâncias, aumenta ainda mais os atrativos para conhecer a Europa. Apaixonados por viagem podem, inclusive, montar uma bagagem e passar pelos incontáveis pontos turísticos em uma só excursão, fazendo o famoso mochilão. 


Por onde começar a planejar um mochilão pela Europa


O primeiro passo para o roteiro do mochilão é identificar o período da viagem. 


Diferentemente do Brasil, a Europa tem quatro estações do ano, com temperaturas e características bem definidas. Por exemplo, o verão costuma ser altamente quente, principalmente nos países localizados mais ao sul, e o inverno é extremamente frio, especialmente nas regiões próximas ao norte.


A época da viagem impactará diretamente no planejamento. Não adianta levar casacos para o inverno se a viagem for realizada na metade do ano, quando a temperatura pode superar 40°C em regiões de países como Espanha, Itália e Portugal. Além disso, os dias escolhidos para a estadia impactam diretamente em horários e disponibilidades de pontos turísticos.


A própria escolha da bagagem, que é impactada pela época da viagem, é importante. Para um mochilão, é interessante priorizar malas de mão, que não exigem despacho em aviões.


Sapatos confortáveis, roupas versáteis, eletrônicos, adaptadores de tomada e kits de higiene pessoal também são indispensáveis.


Como montar um roteiro prático e econômico


Uma decisão importante é definir uma boa logística, que trará impacto direto no planejamento financeiro, e vice-versa.


Com o orçamento definido, é possível saber se o turismo será viável. Além disso, a verba ditará o modelo da viagem: econômica, simples, confortável ou luxuosa.


Depois, é possível estabelecer o tempo da viagem e a logística, que é fundamental para manter o plano econômico. 


Países com acessos próximos, via trem, podem ser a melhor escolha, como, por exemplo, um trajeto que começa em Portugal e passa pela Espanha na sequência. Uma alternativa ainda mais econômica é realizar esse itinerário de ônibus, pois, entre países próximos, será uma viagem menos longa e mais barata.


A definição dos hotéis e dos próprios países também tem impacto. Locais como França e Inglaterra são mais caros do que Croácia e Albânia, por exemplo, além de apresentarem estilos de turismo diferentes. Hostels são alternativas mais econômicas e até sociais para a estadia.


Para prezar pela economia, também é importante optar por transportes públicos ou realizar turismo a pé, em vez de táxis e aplicativos de caronas.


Documentos necessários para viajar para a Europa


Para entrar na Europa, é preciso ter passaporte, diferentemente dos integrantes do Mercosul. A maioria, porém, não exige visto para brasileiros, como nos Estados Unidos. Veja quais são os documentos necessários para entrar no continente.


  • Passaporte.

  • Comprovante de hospedagem.

  • Passagens de avião, trem ou ônibus.

  • Seguro-viagem.


A importância do seguro-viagem para mochileiros


Assinado em 1985, em Luxemburgo, o Tratado de Schengen é um acordo europeu que aboliu o controle das fronteiras entre países da União Europeia e alguns que não fazem parte do bloco. Portanto, turistas podem circular pela região como se fosse um só país, mas com algumas exigências, como o seguro-viagem.


Para quem pretende visitar países que fazem parte do Tratado de Schengen, o seguro-viagem é obrigatório e deve atender aos requisitos mínimos de cobertura exigidos para entrada no território europeu. 


Além de ser um item indispensável para a viagem, o seguro garante proteções importantes para o turista, como despesas médicas e farmacêuticas, remarcações de passagens e mais.


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