Cenários deslumbrantes, cerimônias simbólicas e jantares ao ar livre, além de convidados especiais em uma experiência mais intimista e profunda. Essas são algumas das características que fazem parte dos casamentos de destinos, ou Destination Wedding, que têm conquistado cada vez mais casais brasileiros em busca de celebrações únicas, de modo especial na Itália. Mas, para que a experiência seja completa e inesquecível, sem imprevistos ou problemas, é preciso contratar profissionais gabaritados, de modo particular a organizadora do evento, conhecida como Wedding Planner, e o celebrante de casamentos.
“Os casamentos de brasileiros na Itália consolidaram-se como uma tendência que ganhou uma força extraordinária nos últimos anos. Os casais começaram a entender que o casamento não é apenas uma questão de festa e volume de convidados, mas sobre viver experiências profundas com as pessoas que realmente contam. Vimos o número de convidados diminuir em favor da qualidade e da duração do evento: o que antes era apenas um dia, transformou-se em uma jornada de vários dias, com Welcome Dinner, o dia do casamento e, muitas vezes, o After Wedding”, conta Kellen Lauxen, Wedding Planner, uma das maiores referências no assunto.
Kellen é especializada na curadoria de celebrações personalizadas por toda a Itália, entre outros países, com mais de uma década de expertise em Design de Eventos. Como Arquiteta e Designer de Interiores, com especialização em Arte Floral em Florença, atende casais do Brasil, dos Estados Unidos, da Inglaterra, da Índia e da Holanda que têm o sonho de se casar em algum destino italiano. Muitos deles através de um conceito mais recente e que também tem virado tendência: Elopement Wedding, quando o casal vive uma experiência a dois. “O Destination [e o Elopement] Wedding passou a ser a oportunidade perfeita para unir o matrimônio a uma viagem inesquecível”, ressalta a Wedding Planner.
Características
Entre as principais características de casais que optam por um Destination ou Elopement Wedding está justamente a realização de celebrações simbólicas, personalizadas. “Uma tendência forte é a realização da cerimônia religiosa ou civil na cidade de origem do casal, reservando para o destino a cerimônia simbólica. Isso permite uma liberdade criativa sem precedentes: a história do casal é narrada de acordo com sua personalidade, com a participação ativa de familiares e amigos em ritos personalizados que não ocorreriam em casamentos tradicionais. A essência do casal é o pilar fundamental. O foco deixa de ser apenas o protocolo e passa a ser a criação de memórias sensoriais e emocionais, onde cada detalhe do cenário à narrativa reflete a identidade dos noivos, garantindo que o evento seja verdadeiramente inesquecível para todos os presentes.”
Mas, para isso, é fundamental contar com profissionais experientes. No caso da Weddin Planner, o passo mais importante é escolher uma profissional que tenha um domínio profundo da Itália, não apenas por visitá-la, mas por viver e trabalhar no país. “É essencial contar com alguém que conheça as regras, a cultura e tenha propriedade para conduzir o casal em escolhas assertivas. É vital entender as leis locais e a forma como os fornecedores italianos trabalham. Afinal, Brasil e Itália possuem culturas muito diferentes”, diz Kellen. Segundo ela, o casal precisa estar aberto para viver experiências diferentes. “Não venha se casar na Itália se o que o casal busca é um casamento idêntico ao do Brasil”, ressalta.
Celebrante
No caso do celebrante, Kellen indica escolher alguém que já viveu e conhece a experiência italiana. “Na celebração, estamos lidando com a tradução de emoções em palavras; é o momento mais íntimo e sagrado do casamento. Se a Itália foi o cenário escolhido, é porque o casal possui uma conexão profunda com o destino, e essa conexão deve estar presente em cada frase da cerimônia. Mas como transmitir essa essência se o celebrante não vivenciou a Itália? Se ele não sentiu o perfume dos campos, o aroma do café e dos vinhos, ou não se deixou envolver pela sonoridade e arquitetura local? A emoção real só é transmitida por quem vive no lugar ou por quem já esteve e trabalhou aqui. A alma da cerimônia depende de vivências sensoriais que só o repertório local proporciona.”
Fábio Luporini é celebrante de casamentos em Londrina (PR), mas com experiência de celebrações em diferentes grandes centros no Brasil, como Curitiba e São Paulo, além da Itália. Para ele, é fundamental que o profissional escolhido para celebrar o dia mais importante de um casal tenha consciência não apenas da logística, mas das características que envolvem a localidade. “Mergulhar na cultura italiana não é apenas o básico, é mais que obrigação. Isso possibilita que o celebrante seja um verdadeiro transmissor de emoções para o casal, seus familiares, amigos e convidados”, afirma.
Personalização
Jornalista, escritor, mestre de cerimônias e celebrante de casamentos, Fábio Luporini tem uma trajetória que já o levou à Itália em diferentes ocasiões. Desde peregrinações, visita a amigos, passeios turísticos, incluindo os casamentos, de modo especial em regiões como a de Verona e das Dolomitas, uma cadeia montanhosa dos Alpes orientais no norte da Itália. “Ao percorrer as paisagens, registrar os cenários pelo caminho, apreciar alguns vinhos, conhecer vinícolas, visitar pontos turísticos, experimentar a gastronomia local, o celebrante consegue absorver a cultura italiana e interligar à história e trajetória do casal, personalizando a celebração e tornando-a inesquecível.”
Independentemente de qual seja a modalidade, o conhecimento da Itália é fundamental para que ocorra tudo bem. Um dos casamentos que Fábio Luporini celebrou era de um casal de brasileiros que morava na Itália, com convidados vindos do Brasil e outros italianos. “Nesse caso, foi importante dizer algumas palavras em italiano para que os nativos se sentissem parte da celebração, sem perder a essência da personalização da história do casal”, recorda. Em outra ocasião, a celebração foi um Elopement Wedding de um casal de São Paulo que decidiu viver uma experiência a dois na Itália. “Então, o cenário fez toda a diferença e fez parte da cerimônia, inclusive porque era algo totalmente diferente do que se fosse no Brasil.”
Esse cuidado com a narrativa vivida pelo casal aliado à contextualização local produz uma experiência única, que jamais poderá ser repetida. “Essa é a essência da celebração simbólica personalizada, é entregar a cada casal uma cerimônia que foi preparada e pensada apenas para eles. E ninguém mais no mundo terá igual”, ressalta o celebrante. Mas, para ter, de fato , uma experiência única de uma celebração que interliga o casal ao cenário e à decoração, aos convidados (quando houver) e às vivências locais, é importante escolher o celebrante com antecedência, para que a logística seja muito bem organizada, de modo especial quando o profissional reside no Brasil.
Para Fábio Luporini, é perfeitamente possível organizar, até porque a Itália tem uma temporada de casamentos onde pode-se programar diversas celebrações. “A pergunta que sempre faço é ‘quanto vale o dia mais especial de um casal?’. Por isso, o casal deve garantir com antecedência não apenas o celebrante, mas todos os profissionais que farão com que aquele dia seja, de fato, o mais especial e inesquecível”, orienta.
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