É cada vez mais comum ouvir falar de novos modelos de negócio, haja vista que o universo corporativo vem enfrentando mudanças e transformações constantes. Um exemplo claro é o da gestão em startup, que propõe algo bastante disruptivo.
De fato, uma startup não é uma empresa comum ou uma marca qualquer, mas sim uma corporação que abre com a proposta de ser emergente. Ou seja, já nasce com uma cultura corporativa diferenciada e com um processo de alto potencial de expansão.
No começo, as startups eram mais associadas e limitadas ao universo da tecnologia, o que podia ir desde TI (Tecnologia da Informação) até setores transversais de atuação perto das famosas bigtechs, que lançam softwares e hardwares de última linha.
Mais recentemente, porém, percebeu-se que qualquer segmento ou CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) pode ser uma startup, desde uma fabricante de laje treliçada h8 até um aplicativo de celular que vende itens digitalmente.
Trata-se, portanto, de um modelo de negócio ou de uma proposta focada em um grupo de pessoas que queiram encontrar uma oferta de produto ou serviço agressivamente inovador, como garantia de surfar uma grande curva de crescimento.
Isso implica não apenas a solução oferecida ao mercado, obviamente, mas sobretudo o modo como ela vai ser executada. Portanto, existem pilares que passam pelo produto ou serviço, pelo processo e pelas pessoas envolvidas.
Daí que seja tão difícil falar em crescimento acelerado, e que as startups sejam tão disruptivas no cenário tradicional dos modelos de negócio, que geralmente não passavam dos CNPJs mais comuns, das firmas por licitação ou das ONGs.
Realmente, é consideravelmente difícil ter uma ideia totalmente nova e ainda por cima conseguir constituir, sobre isso, um time de campeões como material humano, além de processos e operações que não deixem a desejar em nada.
Por outro lado, se pensarmos no caso de uma empresa de lavagem de estofados automotivos, veremos que esses mesmos pilares são igualmente importantes, e também precisam de atenção constante para o negócio não desandar.
A única diferença é que mesmo assim a empresa tradicional e mais antiga não terá surgido com essa cultura organizacional ou com essa filosofia de trabalho emergente. O que já faz toda diferença para que possamos falar de sua nomenclatura.
Portanto, a startup é aquela empresa que já nasce emergente, em vez de ser um negócio comum que surge apenas com o desafio de sobreviver no mercado. Falando por cima pode parecer pequena a diferença, mas no fundo é essencial.
Além disso, engana-se quem pensa que a startup tem todas essas vantagens em termos de definição e de enquadramento porque ela goza de algum benefício intrínseco, como um capital inicial muito grande ou um capital de giro mais generoso que o normal.
Pelo contrário, um dos principais traços da startup que é digna desse nome é o fato de que ela consegue fazer muito, com pouco. Ou seja, com poucos recursos e talvez até uma folha de pagamento mais enxuta que o normal, ela precisa entregar resultados incríveis.
Desta forma, se uma corporação tradicional quisesse propor um serviço, como o de higienização de banco, ela provavelmente demoraria mais tempo e faria algo baseado em uma segurança financeira e administrativa.
Já a startup inicia com uma proposta agressiva de otimização de recursos em prol de uma atividade operacional, que ao menos comece a funcionar mais rapidamente. Alguns vão dizer que há etapas de maturação nisso, como veremos abaixo.
O que precisa ficar claro agora é o quanto a gestão desse modelo de negócio tem de ser realmente diferenciada de tudo o que qualquer empresário ou gestor já tenha feito em outro modelo empresarial, como algo verdadeiramente moderno.
Também é este o principal motivo pelo qual deliberamos sobre desenvolver este conteúdo, como algo especialmente dedicado a detalhar as 3 melhores dicas de gestão em startup. O que implica trazer vários conceitos e características essenciais.
Ademais, falaremos também da importância e do que esperar desse tipo de recurso no curto, médio e longo prazo, junto de exemplos práticos, de segmentos e nichos de mercado realmente existentes e atuantes no Brasil de hoje.
Até porque, uma das maiores vantagens disso tudo é justamente o fato de que as dicas de gestão em startup que daremos evoluíram tanto que podem ajudar qualquer empresa, seja para vender jazigo de família em plataforma digital ou prestar serviços.
Consequentemente, se o seu interesse agora é entender de uma vez como transformar uma rotina moderna em verdadeira rotina para sua startup para conquistar resultados incríveis, então é só continuar na leitura até o fim.
Conceito e importância
Um modo claro de entender o conceito de startup é garantindo que seu modelo de negócio esteja bem claro já no seu Business Plan (Plano de Negócios).
Afinal, ele realmente vai determinar fatores como definição da marca, filosofia de trabalho, cultura corporativa, estratégias de crescimento, planos de ação e tantas outras frentes básicas, do desenho de operação até as estratégias de marketing.
Portanto, quando uma startup da área de limpeza de tapetes persas chega ao mercado, já temos esse divisor como um dos seus grandes diferenciais, que está no fato de que seu plano de negócio já é distinto do comum.
Com isso, também já fica claro aquilo que referimos antes, sobre o fato de que existem etapas de maturação que uma startup pode seguir, sobretudo no sentido de projetar algo como um itinerário a ser seguido.
Basicamente, podemos falar em 4 etapas principais, que são:
A fase de ideação;
A fase de operação;
A fase de tração (aceleração);
A fase scale up.
Ou seja, desde o começo tudo gira em torno daquilo que na área se chama rampagem, que é a curva de crescimento. O que temos, no fundo, são apenas elaborações ou níveis diferentes de crescimento acelerado, principalmente nas duas etapas finais.
Na parte de tração ou aceleração é preciso injetar recursos que permitam o crescimento da operação, seja com maquinário, pessoas ou softwares, já que hoje em dia a tecnologia pode se traduzir de vários modos.
Se você consegue escalar 20% em três anos consecutivos, significa que você se tornou uma scale up. Seja com base nas pessoas ou na receita bruta.
1. De olho nos talentos
Hoje em dia, o mercado valoriza muito uma distinção essencial entre funcionários e talentos, que é a de hard skills e soft skills.
O primeiro tipo de habilidades remete a conquistas ou aptidões pessoais mais objetivas, como geralmente ocorre com funções pautadas em diplomas ou cursos técnicos.
Assim, um profissional da área de limpeza de colchão a seco deve ter uma preparação para saber lidar com os produtos químicos desse tipo de higienização, coisa que uma pessoa que nunca estudou a área jamais teria.
Contudo, isso não garante que a pessoa seja educada, dedicada e pontual. Portanto, é preciso falar também sobre as soft skills, que são as habilidades mais sutis.
No caso da startup essa cultura é ainda mais importante, haja vista que aqui não podemos errar de jeito nenhum, já que o tempo joga contra nesses casos. Por essa razão, podemos falar em uma verdadeira gestão de talentos, como um segredo incomparável.
Assim, priorize sempre os profissionais mais engajados, mais dinâmicos e que realmente revelam as habilidades sutis de que você precisa, as quais podem ir desde perfil de liderança até poder de comunicação e concentração, a depender do nicho.
2. Pense na burocracia
Outro ponto essencial da gestão em startup é tomar muito cuidado com a burocracia que você pode estar gerando, mesmo que seja sem perceber.
Infelizmente, o brasileiro é conhecido por ser naturalmente burocrático, no sentido de criar regras para tudo e de muitas vezes dificultar o que poderia ser mais simples. Isso é visível essencialmente no serviço público, então é preciso ficar de olho.
O foco da startup deve estar em tornar todos os processos enxutos, desde o RH e as finanças, até a linha de produção ou de entrega de prestação de serviços.
Se uma plataforma inovadora vende brindes em acrílico, é preciso ter um sistema moderno de contagem de estoque, reposição, entrega ao cliente e daí em diante.
Além de desburocratizar a operação interna, pense no cliente também. Então, facilite a comunicação dele com o suporte, os pedidos de troca ou de reembolso, dando sempre um cuidado ágil e de excelência.
3. Invista em tecnologia
Se recrutar e formar os melhores talentos é tão importante quanto desburocratizar, talvez ambos só sejam possíveis com ajuda da tecnologia de ponta.
Por isso mesmo, a gestão em startup precisa ser toda digitalizada e, se possível, com foco em softwares que trabalham na nuvem, como SaaS (Software como Serviço).
Assim, uma startup da área de aluguel de guindastes pode implementar um Enterprise Resource Planning (Sistema Integrado de Gestão Empresarial) que trabalhe online.
Com isso, qualquer dono ou gestor poderá acessar o sistema de qualquer lugar do país ou do mundo, trazendo facilidades típicas desse modelo de negócio e ajudando o crescimento.
Considerações finais
A gestão em startup se mostra como uma lição de crescimento para qualquer negócio, não apenas aqueles que se inserem nesse modelo.
Com as dicas infalíveis que demos acima, você domina melhor o conceito, a importância e o passo a passo de como garantir uma rampagem segura e eficiente.
Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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