Faltam apenas seis dias para o encerramento da CASACOR São Paulo, e quem ainda não visitou a mostra tem uma boa oportunidade de observar uma tendência que se repete em diversos ambientes: o sofá deixou de ser apenas um móvel para se tornar um símbolo de acolhimento.
Nos últimos anos, o minimalismo dominou as salas de estar. Sofás de linhas retas, pés aparentes, pouca profundidade e desenho enxuto eram praticamente uma regra nos projetos contemporâneos. Agora, a linguagem muda completamente. Os sofás ganharam volume, curvas, almofadas generosas e uma aparência quase escultural. Em vez de parecerem peças "intocáveis", eles convidam ao uso. São móveis que abraçam, acomodam várias pessoas e incentivam momentos de convivência. Essa transformação aparece em diferentes propostas da mostra.
A repetição desse tipo de sofá em ambientes assinados por diferentes profissionais mostra que não se trata apenas de uma escolha individual, mas de uma tendência consolidada. A casa contemporânea parece cada vez menos preocupada em impressionar e mais interessada em acolher.
Esse movimento pode ser observado também na presença da Breton na mostra. A marca está em oito ambientes da CASACOR São Paulo, reunindo sofás assinados por diferentes designers, mas que compartilham a mesma proposta: volumes generosos, assentos profundos, curvas suaves e um desenho pensado para proporcionar conforto e permanência. Embora cada projeto tenha uma linguagem própria, todos reforçam a ideia de que o sofá voltou a ocupar um lugar central na experiência de morar.
Essa leitura conversa diretamente com a forma como passamos a enxergar nossos lares. Depois de anos em que a residência precisou cumprir múltiplas funções, escritório, refúgio e espaço de convivência onde o conforto deixou de ser um detalhe para se tornar protagonista. Na CASACOR, essa mudança aparece de maneira evidente: curvas substituem ângulos rígidos, volumes generosos ocupam o lugar da leveza extrema e os sofás deixam de ser apenas um elemento decorativo para se tornarem o coração da sala.
Para quem pretende visitar a mostra antes do encerramento, vale observar esse detalhe. Em meio às soluções de arquitetura, iluminação e paisagismo, os sofás contam uma história silenciosa sobre o momento que estamos vivendo: a busca por ambientes mais afetivos, acolhedores e feitos para permanecer.


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