Em uma ode ao mais complexo dos sentimentos humanos, musical Território do Amor desembarca em Campinas (SP) no dia 23 de julho


Com texto de Gabriel Chalita, direção geral de José Possi Neto e direção musical de Daniel Rocha, o espetáculo é inspirado em canções de grandes vozes femininas da música mundial. A peça fica em cartaz no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes na sala de espetáculos Luis Otávio Burnier de 23 de julho até 02 de agosto

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Depois de estrear em São Paulo, em 2025, o musical Território do Amor, com texto de Gabriel Chalita, direção geral de José Possi Neto e direção musical de Daniel Rocha, ganha uma curta temporada em Campinas (SP), no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes na sala de espetáculos Luis Otávio Burnier de 23 de julho a 2 de agosto, com apresentações às quintas, sextas, sábados à 19h e domingos  às 18h.

O que une as saudosas cantoras brasileiras Elizeth Cardoso, Maysa, Dalva de Oliveira e Dolores Duran com a norte-americana Maria Callas, as francesas Barbara e Edith Piaf, a argentina Mercedes Sosa e a alemã Marlene Dietrich? É justamente o fato de que todas elas, em seus diferentes tempos e sociedades, cantaram cada uma à sua maneira as delícias e dissabores do amor. O musical lança justamente um olhar para o que essas vozes poderosas e icônicas cantam a respeito desse que é o mais complexo dos sentimentos humanos. 

Com uma atmosfera onírica e poética, a peça reúne todas essas lendas da música mundial em uma mesma barca, com destino incerto. Conduzidas por um barqueiro à luz do luar, elas navegam aquelas águas misteriosas enquanto contam e cantam seus amores a partir dos grandes temas que foram eternizados em suas carreiras.

O grande personagem da peça, segundo Chalita, é o próprio amor. “Essas  mulheres fascinantes - tanto as brasileiras como as de outras línguas - surgem para serem ao mesmo tempo servas e senhoras do amor. E, graças ao jogo dramático, nós questionamos: para onde elas estariam indo? Para onde vamos quando o amor nos encontra?”, indaga.

Ainda de acordo com o autor, o musical é sobre a vida. “Ou sobre o amor que se vive na vida, o que permanece mesmo quando a vida que se conhece não permanece. Essas mulheres amaram seus amantes, a música e o cantar. Elas também sofreram de amor, mas é possível viver sem sofrer de amor? Enquanto pesquisava suas vidas e suas canções ficava mais fascinado com os percursos de dor e de superação de cada uma delas. Suas canções permaneceram”, acrescenta.

Para dar voz a essas homenageadas, estão no elenco Aline Serra (Dolores Duran), Anna Preto (Swing), Badu Morais (Elizeth Cardoso),  Bianca Tadini (Maria Callas), Daniela Cury (Barbara), Fernanda Biancamano (Edith Piaf), Letícia Mamede (Dalva de Oliveira), Maria Clara Manesco (Marlene Dietrich), Neusa Romano (Maysa) e Tatiana Toyota (Mercedes Sosa). 

Já o barqueiro é interpretado pelo ator Elton Towersey e, no coro, ainda estão Gabriela Lira, Luciana Lira, Barbara Viana, Duda Garcez, Gabriela Evaristo e Gabrielly Neves.

A encenação

Para falar sobre um sentimento tão complexo e misterioso, a encenação explora essa atmosfera onírica e  surrealista. “A escrita do Gabriel Chalita é poética e não obedece aos cânones e à dramaturgia da Broadway. Isso nos dá uma grande liberdade para tradução visual e estética do espetáculo. Estamos trabalhando elementos do sonho, um tempo que não é da realidade imediata - já que muitas dessas vozes jamais se encontraram na realidade e estão unidas pela cena onírica e por suas músicas”, explica o diretor José Possi Neto.

Ele ainda conta que os sucessos das cantoras homenageadas também serviram para nortear o trabalho com as atrizes. “As músicas são a nossa grande referência para a minha direção e para a construção do espetáculo. Elas serviram como um guia para as atrizes construírem suas personagens, além de informações, registros, vídeos sobre a vida das cantoras. Mas encontramos uma disparidade muito grande na quantidade de material de pesquisa sobre elas. Há, por exemplo, poucos materiais sobre Dolores Duran. Então, também estudamos como se comportavam as mulheres na sociedade de cada uma delas”, conta Possi sobre a criação.  

Um dos principais desafios para a concepção musical do espetáculo, de acordo com Daniel Rocha, é a enorme diversidade de estilos musicais e sonoridades que marcaram a carreira de cada uma das homenageadas. “Temos desde o universo sinfônico de Câmera ao samba canção, ao chorinho e à marcha-rancho do carnaval do início do século 20. Então, tivemos que trabalhar com uma maestrina que toca teclado com timbres variados e uma banda formada por cinco multi-instrumentistas que tocam violoncelo, violão 7 cordas, cavaquinho, bandolim, guitarra, sax, clarinete, flauta, bateria, percussão, glockenspiel e outros”, antecipa o diretor musical.

“A maioria das canções tem comentários de todas as vozes. Eu acho que isso é o que une musicalmente todas as essas canções tão diversas assim, de tantos lugares diferentes e de estilos musicais diferentes, né?”, acrescenta.

O espetáculo ainda tem coreografia de Kátia Barros, figurinos de Kleber Montanheiro, cenografia de Renato Theobaldo, desenho de som de Eduardo Pinheiro, desenho de luz de Wagner Freire, visagismo de Emi Sato e direção de produção de Marilia Toledo e Emilio Boechat.

Ficha Técnica

Texto: Gabriel Chalita

Encenação e Direção de Arte: José Possi Neto 

Diretora residente: Zuba Janaína

Direção musical /Arranjos / Composições Adicionais: Daniel Rocha 

Coreografia e direção de movimento: Kátia Barros 

Figurinista: Kleber Montanheiro

Cenógrafo: Renato Theobaldo

Desenho de som: Eduardo Pinheiro

Desenho de luz: Wagner Freire

Visagismo: Emi Sato e Alisson Rodrigues 

Direção de produção: Marilia Toledo e Emilio Boechat


Apresentado por: Ministério da Cultura

Patrocinado por: Desenvolve SP - Nossa Caixa Desenvolvimento - Agência de Fomento do Estado de São Paulo S/A 

Secretaria de Estado da Cultura - Governo do Estado de São Paulo


Elenco:

Aline Serra (Dolores Duran) 

Anna Preto (Swing)

Badu Morais (Elizeth Cardoso)

Bianca Tadini (Maria Callas)

Daniela Cury (Barbara)

Elton Towersey (Barqueiro)

Fernanda Biancamano (Edith Piaf)

Letícia Mamede (Dalva de Oliveira)

Maria Clara Manesco (Marlene Dietrich)

Neusa Romano (Maysa)

Tatiana Toyota (Mercedes Sosa) 

Luciana Lira (cover de Elizeth Cardoso)

Gabriela Lira e Barbara Viana (cover de Dolores Duran)


Coro:

Gabriela Lira

Luciana Lira

Barbara Viana

Duda Garcez

Gabriela Evaristo

Gabrielly Neves

Sinopse

Uma embarcação conduz mulheres que marcaram a história com suas histórias de amor e de dor. Com suas glórias e suas mágoas. Vidas que se cruzam em tempos e espaços diferentes. Vidas semelhantes no sentir. 

São elas Elizeth Cardoso, Maysa, Dalva de Oliveira e Dolores Duran. Que se encontram com Maria Callas, Barbara, Edith Piaf, Mercedes Sosa e Marlene Dietrich. 

As canções permeiam o espetáculo e o texto navega nos mais profundos sentimentos humanos. Na alegria da vida, o abandono. No prazer, o medo. Na chegada, a partida. 

A peça traz o mistério da morte e o mistério da vida. Tudo com a leveza musical, que compõe para alguns a recordação de lindas canções e para outros o aprendizado. O amor nunca sai de cena. 

Serviço

Território do Amor, de Gabriel Chalita

Temporada: 23 de julho a 2 de agosto de 2026

Apresentações às quintas, sextas, sábados às 19h e domingos  às 18h

Local: Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes na sala de espetáculos Luis Otávio Burnier em Campinas, São Paulo

Ingressos: a partir de R$ 25,00

Vendas online: https://bileto.sympla.com.br/event/123172 

Classificação: Livre

Duração: 2h15 (com 15 minutos de intervalo)
Capacidade: 529 lugares
Acessibilidade: Física, Libras e Audiodescrição

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