Sesc Pompeia recebe Pagode da Dandá em roda de samba gratuita no Deck




Apresentação faz parte do No Gogó - Samba no Deck, projeto que propõe encontros mensais dedicados à tradição do samba em formato acústico, reunindo artistas e comunidades das periferias em uma experiência de escuta, memória e celebração coletiva No sábado, 16 de maio de 2026, às 16h, o Deck Solarium do Sesc Pompeia recebe mais uma edição do No Gogó - Samba no Deck, encontro dedicado ao samba em sua expressão mais direta: voz, couro, palma e presença, sem mediação de microfones. Aberto ao público, o encontro acontece de forma gratuita, basta chegar. Em caso de chuva, a roda será realizada em espaço coberto da Unidade. Neste mês, a programação acolhe o Pagode da Dandá, primeiro grupo de samba criado por uma travesti no Brasil, em um repertório que reúne composições próprias, sambas de terreiro, canções que atravessam os anos 1990 e obras que permanecem na memória popular. Pagode da Dandá nasce da memória das jimbandas, termo presente em territórios do antigo Reino do Congo e de Angola para nomear pessoas ligadas à cura, aos saberes espirituais e aos ritos de passagem. Em muitos registros históricos, essas figuras aparecem associadas a expressões de gênero dissidentes, hoje reconhecidas nas experiências de travestis e mulheres trans. A violência colonial atravessou esses corpos com perseguições, apagamentos e deslocamentos forçados, mas não rompeu a permanência de seus gestos, cantos e formas de existência. É desse território de lembrança e reinvenção que surge o Pagode da Dandá. Idealizado por Dandá Costa, cantora, compositora, diretora musical, educadora e performer, que divide a roda com Pri Hilário, Adonai de Assis, Mari Venâncio, Nunah Oliveira, Helô Ferreira, Kelly Adolpho e Laura Santos. O grupo aproxima samba, oralidade e permanência coletiva em uma roda que reúne clássicos, composições autorais e repertórios atravessados pela experiência negra e trans no Brasil. Entre essas presenças está Xica Manicongo, africana escravizada trazida do Congo para Salvador no século XVI. Registrada nos arquivos da Inquisição portuguesa após ser denunciada por viver socialmente no feminino, Xica tornou-se símbolo da luta pela memória e pelo reconhecimento das pessoas trans e travestis negras no Brasil. Em 2025, sua trajetória foi homenageada pela Paraíso do Tuiuti no enredo “Quem Tem Medo de Xica Manicongo?”, apresentado na Marquês de Sapucaí. Serviço
No Gogó - Samba no Deck convida Pagode da Dandá
Dia: Sábado, 16/05, às 16h
Local: Deck Solarium  | Grátis
Endereço: Rua Clélia, 93 - Pompeia – São Paulo (SP)  
Telefone: (11) 3871-770  
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