
Coordenada pela Agência ICE, segunda participação consecutiva do país europeu na maior feira de food service da América Latina movimentou pizzarias, restaurantes, importadores e distribuidores ao longo de quatro dias no Distrito Anhembi
Termina hoje (29/5), no Distrito Anhembi, a edição 2026 da Fispal Food Service, a mais importante feira da América do Sul voltada ao setor, e a Itália sai do evento com um balanço amplamente positivo. Ao longo dos quatro dias de feira (26 a 29 de maio), o Pavilhão Italiano — coordenado pela ICE – Agência para a promoção no exterior e a internacionalização das empresas italianas | Departamento para a promoção de intercâmbios da Embaixada da Itália — recebeu um fluxo intenso de representantes de bares, restaurantes, pizzarias, padarias, sorveterias, importadores, distribuidores e chefs interessados em incorporar o autêntico Made in Italy aos seus cardápios e prateleiras.
Pela segunda vez consecutiva no evento, as catorze empresas italianas reunidas no espaço exclusivo do Pavilhão da Pizza tiveram a oportunidade de apresentar produtos, testar a aceitação de suas marcas pelo paladar brasileiro, fechar vendas e — para aquelas que ainda não contam com representantes locais — dar os primeiros passos em negociações com importadores e potenciais parceiros comerciais.
"Mais uma vez participamos da Fispal Food Service para mostrar a excelência dos produtos italianos do setor de alimentos. O Brasil é um parceiro comercial histórico e estratégico, e este evento se confirmou como a plataforma ideal para estreitarmos ainda mais esses laços e gerarmos novas oportunidades de negócio", avalia Milena Del Grosso, diretora da Agência ICE para o Brasil.
Negócios concretos e portas abertas para novos parceiros
O perfil qualificado do público da Fispal — formado majoritariamente por compradores e tomadores de decisão de bares, restaurantes, redes, importadores e distribuidores — permitiu que as empresas italianas avançassem rapidamente do contato inicial para a etapa de negociação. As marcas com operação já estabelecida no Brasil registraram incremento de pedidos e ampliação de canais de venda, enquanto aquelas que desembarcaram pela primeira vez no País — ou que ainda buscavam um representante local — saíram da feira com uma carteira concreta de leads qualificados de importadores e potenciais parceiros, com reuniões já agendadas para o pós-evento.
A combinação entre o crescente apetite brasileiro por produtos italianos e o novo cenário regulatório foi decisiva. As importações brasileiras de alimentos e bebidas Made in Italy saltaram de US$ 278 milhões em 2022 para US$ 410 milhões em 2025 — alta de 47,5% —, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil. Só em 2025, massas, biscoitos e produtos de pastelaria responderam por US$ 85,4 milhões, e os azeites de oliva extravirgens, por US$ 36,2 milhões.
A entrada em vigor do Acordo Comercial UE–Mercosul entrou repetidas vezes na pauta das conversas no pavilhão, citado como acelerador imediato de novos negócios pela redução de barreiras alfandegárias e pela otimização de custos de importação.
"A entrada em vigor do Acordo entre a UE e o Mercosul, a importância cada vez maior do mercado latino-americano e a crescente demanda por produtos italianos representam uma oportunidade única para o Made in Italy, especialmente no que se refere à cadeia de Food & Beverage", declarou Domenico Fornara, cônsul geral da Itália em São Paulo, durante a programação oficial do pavilhão.
"A partir de 1º de maio, muitos produtos conseguiram entrar, o que incluiu também os maquinários com tarifa zero de importação", complementou Graziano Messana, presidente da Câmara Italiana de Comércio.




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