Novo protocolo internacional amplia critérios de qualidade e valoriza experiência, origem e atributos sensoriais
Brasil, maio de 2026 - A avaliação de cafés especiais passou recentemente por uma mudança global com a substituição da “nota única” pelo Coffee Value Assessment (CVA). O novo modelo altera os critérios de qualidade e impacta a dinâmica de um mercado que movimenta bilhões em todo o mundo. Ainda assim, o consumo de café segue em ritmo elevado no Brasil e no exterior, reforçando a importância da bebida na economia global.
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) indicam que o Brasil consome cerca de 21,4 milhões de sacas por ano, com uma média de 5 kg por pessoa. No cenário internacional, a Organização Internacional do Café (ICO) estima um consumo entre 170 e 180 milhões de sacas por ano, o equivalente a mais de 2 bilhões de xícaras por dia. Esse contexto sustenta a relevância da mudança na forma de avaliação da qualidade do produto.
Por décadas, o mercado utilizou a chamada “nota única”, sistema que atribuía pontuação de 0 a 100 aos cafés especiais e influenciava diretamente preço, reputação e comercialização. O modelo passa a ser substituído pelo Coffee Value Assessment (CVA), protocolo que amplia os critérios de análise e elimina a lógica de um único indicador. Entre os parâmetros considerados estão análise física dos grãos, descrição sensorial — como aroma, acidez e corpo —, avaliação afetiva e fatores extrínsecos, como origem, sustentabilidade e histórico do produtor.
A principal mudança está na separação entre características objetivas e percepção subjetiva. Enquanto o sistema anterior concentrava esses elementos em uma única nota, o novo modelo permite leitura mais precisa e transparente da qualidade, reduzindo distorções e ampliando possibilidades de diferenciação no mercado. “O café deixou de ser apenas uma bebida do dia a dia para se tornar uma experiência. Esse novo modelo valoriza não só o sabor, mas toda a cadeia produtiva, desde o produtor até a xícara. Isso torna o mercado mais justo e abre espaço para histórias e origens ganharem protagonismo”, afirma Elói Ferreira, cofundador da Go Coffee e responsável pelo desenvolvimento de produtos da marca.
A mudança impacta diretamente a dinâmica do setor. Com a valorização de atributos como sustentabilidade, rastreabilidade e identidade sensorial, produtores passam a contar com mais ferramentas para agregar valor ao produto. Marcas e cafeterias, por sua vez, ganham novas possibilidades de posicionamento. Para o consumidor, a tendência é de uma experiência mais informada e personalizada, com acesso a informações mais detalhadas sobre o café consumido. “O consumo de café evoluiu nos últimos anos, tanto no Brasil quanto no exterior. O consumidor passou a valorizar mais a experiência, o sabor e a qualidade do produto. Essa mudança no modelo de avaliação acompanha esse movimento e contribui para alinhar o mercado às novas demandas, com mais transparência e critérios ampliados de valor”, afirma.
Para finalizar, o empresário lembra que a adoção do novo modelo ocorre de forma gradual no mercado global, com adaptação progressiva dos diferentes agentes da cadeia produtiva. “Trata-se de uma transição que ainda está em curso. O mercado passa por um processo de adaptação, e o novo sistema não está implementado de forma integral. É importante considerar esse período de ajuste para compreender os impactos reais da mudança e ir adaptando o mercado”.
Sobre a Go Coffee
Fundada em 2017, em Curitiba, a Go Coffee se consolidou rapidamente como uma das principais referências nacionais no mercado de cafés especiais. Hoje comercializa mensalmente mais de uma tonelada de café, com grãos colhidos principalmente no Sul de Minas e na Alta Mogiana, importante região produtora do estado de São Paulo. A marca se destaca por um cardápio diverso, que reforça sua proposta de unir praticidade, qualidade e experiência. Para mais informações, acesse o site www.gocoffee.com.br ou o perfil oficial da rede no Instagram: @gocoffeebrasil.






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