OSESP FAZ CONCERTO DEDICADO A WAGNER COM MAESTRO MARC ALBRECHT
Uma das especialidades do regente alemão, compositor terá quatro obras interpretadas pela Osesp e pela soprano estoniana Aile Asszonyi; performance de sábado será transmitida ao vivo no canal da Osesp no YouTube.
A Fundação Osesp e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, apresentam a Temporada Osesp 2026.
Nos concertos desta semana, que acontecem entre quinta-feira (28/mai) e sábado (30/mai), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp, sob a batuta de Marc Albrecht, interpreta quatro obras do compositor alemão Richard Wagner. Finalizando o concerto, a soprano estoniana Aile Asszonyi sobe ao palco da Sala São Paulo para a execução de O crepúsculo dos deuses: Seleção. Vale lembrar, como de costume, que a performance da Osesp de sábado, às 16h30, será transmitida ao vivo no canal oficial da Orquestra no YouTube.
Marc Albrecht, parceiro frequente da Osesp, retorna para reger Richard Wagner, uma especialidade do maestro, que passou uma década à frente da Ópera Nacional da Holanda. A primeira parte do programa conta com as aberturas orquestrais de três óperas compostas em períodos diferentes: Lohengrin, Os mestres cantores de Nuremberg e Tannhäuser. Ao invés de seguir estruturas formais convencionais, Wagner transforma as aberturas em poemas sinfônicos em miniatura que, além de introduzirem os principais temas das óperas, condensam seu conteúdo psicológico.
A soprano estoniana Aile Asszonyi apresenta uma seleção de trechos de O crepúsculo dos deuses. Com essa obra, Wagner completou seu ciclo O anel dos Nibelungos — conjunto de quatro dramas musicais no qual trabalhou durante quase 30 anos. Sua estreia se deu no contexto da primeira apresentação integral do ciclo, no festival de Bayreuth de 1876. Trata-se de um verdadeiro marco na história da ópera. De Dom Pedro II a Franz Liszt, passando por Anton Bruckner e Friedrich Nietzsche, diversas figuras importantes testemunharam essa ambiciosa obra de arte total, que contou com mais de 15 horas de música, distribuídas ao longo de quatro noites.
Ao reunir esses vários trechos, aberturas e prelúdios de óperas de Richard Wagner, o programa mostra que a originalidade do compositor não depende do espetáculo total para se impor: ela já está inscrita na maneira como a orquestra pensa, antecipa e recorda os seus “dramas musicais”. Assim, o público não ouve uma mera sequência de páginas famosas, mas uma mesma ideia atravessando mundos diversos: a música como linguagem capaz de recriar o mito, fabricar o tempo e transformar sons em sentido. A obra de arte total se revela, finalmente, como unidade de experiência, transformando a própria audição em uma forma de ritual.
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp
Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdã, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.
Marc Albrecht regente
Reconhecido internacionalmente por suas interpretações do repertório tardorromântico e por sua atuação na música contemporânea, Albrecht é Regente Principal da Sinfônica da Antuérpia a partir desta temporada. Entre 2011 e 2020, ocupou esse cargo na Filarmônica da Holanda e na Ópera Nacional Holandesa. Já regeu as Filarmônicas de Berlim, de Seul e de Munique, a Orquestra Nacional da França, a Orquestra Gulbenkian, a Sinfônica Nacional da RAI, a Sinfônica da NHK e a Orquestra de Cleveland. Seus compromissos recentes incluem concertos com a Sinfônica Alemã de Berlim, a Sinfônica de Castilla y Leon, a Orquestra Real Sinfônica de Sevilha e a Filarmônica de Dresden. No campo operístico, apresenta-se regularmente em algumas das principais casas de ópera do mundo, entre elas a Royal Opera House de Londres, a Opéra de Paris, a Ópera Estatal da Baviera e a Semperoper de Dresden. Em 2021, recebeu o Prêmio Opus Klassik de Regente do Ano por sua gravação de Die Seejungfrau, de Zemlinsky, lançado pelo selo Pentatone com a Ópera Nacional Holandesa e a Filarmônica dos Países Baixos.
Aile Asszonyi soprano
A soprano estoniana Aile Asszonyi tem se destacado internacionalmente sobretudo por suas interpretações do repertório dramático de Wagner e Strauss. Na temporada 2024-2025, retorna à Ópera Real de Versailles e à Ópera de Frankfurt, além de apresentar-se em concerto com a Sinfônica Nacional da Estônia. Entre seus compromissos recentes, destaca-se a estreia no Festival de Bayreuth. Subiu ao palco da Ópera Alemã de Berlim, a Ópera de Bonn, as Óperas Nacionais da Estônia, da Letônia e da Lituânia, a Ópera de Israel, a Ópera de Nargen, a Ópera de Graz, o Teatro Regional de Innsbruck e o Concertgebouw de Amsterdã. Finalista do Queen Elisabeth Competition, em Bruxelas, recebeu o Prêmio dos Doadores do Concurso Rainha Elisabeth. Iniciou sua carreira no Coro Filarmônico de Câmara da Estônia e estudou canto na Academia de Música da Estônia, no Opera Studio de Amsterdã e na academia de Carlo Bergonzi, na Itália.
PROGRAMA
OSESP
MARC ALBRECHT regente
AILE ASSZONYI soprano
RICHARD WAGNER Lohengrin: Prelúdio
RICHARD WAGNER Os mestres cantores de Nuremberg: Abertura
RICHARD WAGNER Tannhäuser: Abertura e Bacchanale
RICHARD WAGNER O crepúsculo dos deuses: Seleção
SERVIÇO
28 de maio, quinta-feira, 20h00
29 de maio, sexta-feira, 20h00
30 de maio, sábado, 16h30 [Concerto digital]
Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo, SP
Capacidade: 1.388 lugares [Sala São Paulo]
Recomendação etária: 07 anos
Ingressos: Entre R$ 50,00 e R$ 330,00 (valores inteiros*)
Bilheteria (Fever): neste link
Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.
Estacionamento: Rua Mauá, 51 | a partir de R$ 27,00 | 600 vagas
Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.
*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante, e servidores da educação (servidores do quadro de apoio – funcionários da secretaria e operacionais – e especialistas da Educação – coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores – da rede pública, estadual e municipal) têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.
A Temporada Osesp 2026 é uma realização da Fundação Osesp, do Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, e por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura e Governo Federal – Do lado do povo brasileiro.
A série Osesp duas e trinta conta com o copatrocínio de Klabin via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo do Brasil – Do lado do povo brasileiro.
A Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.
A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura, desde 2005.






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