Bolsa de Arte estreia na SP-Arte com seleção que atravessa gerações — Maria Lídia Magliani, Bruno Novelli, Saint Clair Cemin, Francis Alÿs, Louise Bourgeois e Iberê Camargo

 

Participação da galeria na feira consagra novo momento institucional, reunindo obras que afirmam a produção contemporânea ao lado de nomes históricos 

Maria Lídia Magliani, Na Madrugada Insone, 1993. 

IMAGENS DE DIVULGAÇÃO 

A galeria Bolsa de Arte estreia na SP-Arte 2026, de 8 a 12 de abril, com uma seleção que evidencia a amplitude geracional e de pesquisas de seu programa. Artistas como Bruno Novelli, Mauro Fuke, Letícia Lopes e Camila Elis aparecem em diálogo direto com Maria Lídia Magliani, Iberê Camargo e Carlos Pasquetti, e outros nomes centrais na trajetória da galeria. 

 

Partindo da obra Na Madrugada Insone, de Maria Lídia Magliani (1966, Pelotas – 2012, Rio de Janeiro), a Bolsa faz um convite à deambulação. Fruto do delírio e dos perigos noturnos, a suspensão dos sentidos é operada pelos artistas por meio da criação de um mundo onírico, surreal e fantástico. No sentido da fabulação, como na obra Mitos do rio azul (2026), de Bruno Novelli (1980, Fortaleza), o artista constrói universos pictóricos nos quais uma natureza exuberante serve de palco para a presença de seres híbridos e antropomórficos. Assimilando imagens de expedições científicas, mitologias ancestrais, bestiários fantásticos e tradições que atravessam o clássico, o gótico e o moderno, Novelli elabora uma cosmogonia própria, em que referências históricas são reorganizadas sob uma chave imaginativa singular. Na SP-Arte, a apresentação da Bolsa articula correntes e movimentos do passado com as discussões e linguagens do presente, construindo um campo de diálogo contínuo, em sintonia com a complexidade contemporânea. 

Bruno Novelli, Mitos do rio azul, 2026. Foto: Samuel Esteves 

IMAGENS DE DIVULGAÇÃO 


Com 46 anos de atuação no mercado brasileiro, a Bolsa de Arte iniciou, em 2025, uma virada estratégica ao firmar parceria com a Almeida & Dale, estabelecendo um programa artístico renovado, uma identidade atualizada e uma reorganização que amplia sua presença no Brasil. Com foco no Sul do país, a galeria mantém sua operação em Porto Alegre e busca fortalecer a difusão de seus artistas em uma região historicamente relevante para a arte contemporânea brasileira. O programa artístico da galeria busca equilibrar gerações e abordagens diversas, reunindo artistas históricos, trajetórias em redescoberta e produções contemporâneas que apontam novos caminhos da arte brasileira. 

 

Artistas apresentados na SP-Arte 2026: Bruno Novelli, Camila Elis, Carlos Pasquetti, Eduardo Haesbaert, Letícia Lopes, Maria Lídia Magliani, Marina Borges, Mauro Fuke, Noara Quintana, Saint Clair Cemin, Eleonore Koch, Francis Alÿs, Flávio de Carvalho, Iberê Camargo, Louise Bourgeois. 

 

Sobre a Bolsa de Arte  

 

Fundada em 1980 em Porto Alegre e dirigida por Marga Pasquali desde 1986, a Bolsa de Arte é uma galeria que teve papel decisivo na consolidação da arte contemporânea no Sul do Brasil e que, hoje, atualiza e expande esse legado. Desde sua origem, o programa da Bolsa manteve-se atento tanto às questões estruturantes da história da arte quanto à emergência do pensamento contemporâneo. Nesse sentido, acompanhou nomes históricos fundamentais, na mesma medida em que apostou em jovens artistas que viriam a ganhar reconhecimento ao longo do tempo. 

 

Entre 2014 e 2024, a galeria passou a contar com uma sede também em São Paulo, construindo uma ponte ativa entre as cenas das duas capitais. Em 2026, ao iniciar uma nova sociedade com a Almeida & Dale, a Bolsa encerra seu espaço em São Paulo para concentrar sua atuação em Porto Alegre e reafirmar o eixo de seu projeto institucional. Esse movimento reflete uma posição estratégica dentro da parceria, e estabelece um núcleo de irradiação para diálogos mais amplos, impulsionando conexões do circuito artístico do Mercosul com outras regiões do Brasil e o cenário global. 

 

A Bolsa compreende a produção artística como ferramenta plural de conhecimento e desenvolvimento humano. Desse modo, seu programa articula diversidade geracional, contextual e de práticas artísticas, buscando um equilíbrio entre coesão e amplitude. Ao trabalhar com artistas de diferentes trajetórias, a galeria atua tanto na consolidação de legados quanto no estímulo a pesquisas em curso, reconhecendo a importância de manifestações do passado e ativando ações ligadas às discussões, linguagens e dinâmicas que configuram o panorama contemporâneo. 

 

SERVIÇO 

 

SP-Arte 2026 

8 a 12 de abril de 2026  

Bolsa de Arte | estande F17 

Localização: Pavilhão da Bienal, Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, portão 3  

Parque Ibirapuera, São Paulo, SP 

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