Encontro discutiu estratégias ESG, reforma tributária, mercado de trabalho no turismo e os preparativos para o SINDEPAT Summit, principal evento do setor no Brasil.
O Conselho de Administração do Sindepat (Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas) se reuniu em São Paulo para discutir os principais temas estratégicos que vão orientar a atuação da entidade na agenda 2026. Entre as prioridades estiveram as estratégias e entregas em ESG para o setor, além de debates sobre reforma tributária, mercado de trabalho no turismo e os preparativos para o SINDEPAT Summit.
"No ano passado, realizamos em parceria com o Itaipu Parquetec, o 1º diagnóstico do grau de maturidade ESG dos parques e atrações do Brasil. A partir desse estudo, identificamos as reais necessidades do nosso setor e estamos construindo entregas consistentes para que todos os parques e atrações possam avançar em suas jornadas ESG", explicou o presidente do Conselho de Administração do Sindepat, Pablo Morbis.
A reforma tributária também foi pauta da reunião, assim como os debates em torno da jornada de trabalho 6x1, que impacta diretamente os negócios de turismo, além da necessidade de capacitação de mão de obra para o setor. A próxima edição do SINDEPAT Summit, que ocorre no Rio de Janeiro, de 12 a 14 de maio, também foi destaque. "Já temos um grande número de expositores confirmados e o evento se consolida cada vez mais como o principal encontro do setor de parques e atrações turísticas no Brasil", disse a presidente executiva do Sindepat, Carolina Negri.
Antes do Summit, o Sindepat promove, entre os dias 13 e 17 de abril, a 17ª edição do Dia Nacional da Alegria (DNA). Trata-se de uma das ações sociais da instituição que convida seus associados a receberem gratuitamente crianças em condição de vulnerabilidade social para um dia de diversão nos parques. No fim do ano ocorre a segunda grande mobilização social, o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência em Parques e Atrações (DNPD), entre 30 de novembro e 4 de dezembro. Será a 16ª edição da iniciativa que, no ano passado, beneficiou mais de 16 mil pessoas com deficiências físicas ou intelectuais.
Balanço de 2025 e perspectivas para 2026
O ano passado foi positivo para o setor de parques e atrações, acompanhando o desempenho do turismo nacional. O turismo cresceu ao menos 5,8% em 2025, de acordo com números da FecomercioSP, que apontaram faturamento de R$ 228 bilhões. O aumento no número de visitantes estrangeiros, com o recorde alcançado pelo Brasil, também impactou os parques e atrações, especialmente aqueles com maior apelo internacional, como o Parque Nacional do Iguaçu e os atrativos do Rio de Janeiro.
"Encerramos no mês passado a coleta dos dados para a elaboração do Panorama Setorial de parques e atrações, que divulgaremos no SINDEPAT Summit, então prefiro esperar os números absolutos para especificar estatísticas do setor", disse o presidente do Conselho do Sindepat. "Ainda assim, posso adiantar que o setor teve grandes aberturas no ano passado, com empreendimentos como a Roda Maceió, do Grupo Interparques, a reabertura do Parque do Caracol, totalmente remodelado e com mais opções para seus visitantes, a inauguração do Sítio do Picapau Amarelo, em Atibaia, no interior de São Paulo, do AquaFoz, em Foz do Iguaçu, e a instalação de uma torre giratória de 54 metros, inédita no Brasil, no Parque Unipraias, em Balneário Camboriú, para citar algumas das novidades do último ano", listou.
Em 2026, o setor segue em forte expansão. "Vocês acompanham a divulgação dos investimentos. O Beto Carrero, por exemplo, anunciou investimentos de R$ 2 bilhões que incluem novas áreas temáticas e a construção de hotéis. Temos uma série de novos parques em construção e outros prestes a abrir, como a Vila dos Smurfs, na capital paulista, a Ilha dos Dinossauros, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, e o Parque do Chico Bento, primeiro parque outdoor da Turma da Mônica que será aberto em Campos do Jordão", enumerou.
"Essa expansão é uma demonstração clara do otimismo do setor em relação ao aumento no número de visitantes brasileiros e internacionais. Algumas questões políticas envolvendo destinos internacionais também podem resultar em um aumento no fluxo de viagens domésticas, o que tende a beneficiar o setor de parques e atrações por aqui’’, encerra.

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