Mostra, que abre no dia 28 de fevereiro, selecionou obras e artistas variados, que pensam suas poéticas através de outras linguagens sonoras, para além das visuais.
Em diálogo com a exposição, plataforma de música experimental traz ao Paço apresentações de quatro artistas que propõem um percurso dedicado ao encontro entre som, corpo e espaço.
Metacircuito n2, 2018, de Paulo Nenflidio
No dia 28 de fevereiro, a partir das 13h, o Paço das Artes inaugura a exposição de arte sonora “Escuta aqui!”. O evento de abertura contará com o retorno do Sonora Paço, que este ano recebe uma ação da plataforma Novas Frequências, dedicada à música experimental, à música de vanguarda e à arte sonora.
A exposição coletiva “Escuta aqui!” selecionou obras e artistas variados, que pensam suas poéticas através de outras linguagens sonoras, para além das visuais. “Musicalmente, o Brasil já entrou para a história como um importante criador de sonoridades, entre a erudita e a popular, divulgando marchinhas de Carnaval, influenciando o jazz, o novo funk e demais batidas rítmicas”, afirma Renato De Cara, curador da exposição e do Paço das Artes. “Retornando no tempo e relendo a carta do ‘descobrimento’, percebemos que, desde então, o embate entre os povos se dá através de muitas tentativas de trocas linguísticas nas quais os sons e os gestos se propagam, provocando a comunhão.”
Entre traquitanas elaboradas e reagrupadas, a mostra conta com as bugigangas sonoras de Adriano Castelo e as máquinas retrofuturistas de Paulo Nenflidio; a partir do barro, há os embriões sonoros de Corcione e, numa referência entre a mística, o lúdico e o popular, a embarcação de Jerona Ruyce. Com estruturas e recursos mais digitais, pode-se conhecer mais do canto do povo tikuna no vídeo interativo produzido por Daniel Lima e adentrar na ambiência sonora e visual proporcionada por Lucas Rampazzo; Vitor Bossa rearranja e embaralha ironicamente a famosa e importante pesquisa musical de Mário de Andrade, enquanto Sara Lana homenageia os percursos de Guimarães Rosa e as conversas populares do sertão. Por fim, Vivian Caccuri e Cildo
Ainda (como bonus track, para manter as expressões sonoras) há duas “faixas” extras: um recorte do riquíssimo acervo do Museu das Culturas Brasileiras, com instrumentos populares de época, além de uma cabine que oferece ao visitante a escolha de audição para LPs de artistas que também pesquisaram e brincaram com as sonoridades do mundo em questão: Aguilar e Banda Performática, a banda Cão, Chelpa Ferro, Chiara Banfi, Cildo Meireles, Kauê Garcia, Marcelo Silveira, Raphael Escobar e Vivian Caccuri.
Sobre o festival Novas Frequências
Criado em 2011 no Rio de Janeiro, o Novas Frequências tem como objetivo ressignificar a relação da arte com o espaço urbano e com o ecossistema cultural local. Mais do que um festival tradicional, o evento propõe uma relação 360° com a música, articulando performances, instalações, festas, projetos comissionados, site specifics, palestras, oficinas, cursos, residências artísticas e caminhadas sonoras.
Depois de realizar sua primeira edição em São Paulo em dezembro de 2025, como parte das comemorações de seus 15 anos, o Novas Frequências dá continuidade às suas ações em 2026 e chega ao Paço das Artes.
Sobre o Sonora Paço
O Sonora Paço é um projeto de música atual que propõe experimentações sonoras. Foi criado em 2012, com edições anuais até 2016, quando o Paço das Artes deixou sua sede na Cidade Universitária. Em 2020, no contexto da pandemia de Covid-19, apresentou diversas edições, em formato on-line, com nomes como Ricardo Carioba, Dudu Tsuda, Akin, Maurício Ianês, Vivian Cacurri, M. Takara, Anvil Fx e Improfest – Festival Internacional de Improvisação e Arte Sonora. O projeto retorna em 2026, na abertura da exposição “Escuta aqui!”, recebendo uma ação especial do festival Novas Frequências.
A programação propõe um percurso dedicado ao encontro entre som, corpo e espaço, atravessando diferentes intensidades, arquiteturas e linguagens. Natasha Xavier inicia os trabalhos com uma escuta expandida do ordinário, transformando gestos, objetos e o Jardim do Paço em experiência poética e ritual. Em seguida, no auditório, Marcelo Gerab constrói paisagens imersivas a partir de sintetizadores modulares, tensionando a percepção de tempo e espaço. Na varanda, Levi Keniata, do coletivo Nebulosa, apresenta um improviso livre com cavaquinho, cruzando funk, samba e eletrônica. Encerrando o dia, João Kombi apresenta seu projeto Kombi em performance conjunta com Maristela Estrela, num diálogo direto entre drones, ruídos, improvisação e o corpo em estado de escuta e presença.
Programação | Sonora Paço recebe Novas Frequências
15h | Natasha Xavier | jardim
16h | Marcelo Gerab | auditório
17h | Levi Keniata | varanda
18h | Kombi x Maristela Estrela | auditório
Serviço | Exposição “Escuta aqui!”
Abertura: 28 de fevereiro, às 13h
Período de visitação: de 28 de fevereiro a 03 de maio de 2026
Horários: terças a sábados, das 11h às 19h; domingos e feriados, das 12h às 18h
Endereço: Paço das Artes | Rua Albuquerque Lins, 1345 – Higienópolis
Ingresso: gratuito
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A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e Paço das Artes, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac.
O Paço das Artes tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Telium, Kaspersky e Play Audiovisual.




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