Tecnologia, dados e gestão integrada impulsionam competitividade de destinos e fortalecem o turismo corporativo
São Paulo, fevereiro de 2026 — A digitalização e o avanço dos chamados destinos turísticos inteligentes vêm se consolidando como vetores estratégicos para o turismo corporativo, ao integrar tecnologia, dados e gestão pública e privada para melhorar a experiência do viajante e ampliar a competitividade dos destinos. De acordo com o Ministério do Turismo, o modelo brasileiro de destino turístico inteligente combina inovação tecnológica, governança colaborativa e uso de dados para promover o desenvolvimento sustentável e qualificado da atividade turística.
Esse movimento acompanha o crescimento global do chamado smart tourism. Segundo a consultoria Fortune Business Insights, o mercado mundial de turismo inteligente foi estimado em cerca de US$ 813 milhões em 2025 e deve ultrapassar US$ 930 milhões em 2026, mantendo uma taxa média de crescimento anual próxima de 15% até a próxima década. A expansão reflete o aumento dos investimentos em soluções digitais aplicadas à mobilidade, gestão de destinos, experiência do visitante e tomada de decisão baseada em dados.
Tecnologias como inteligência artificial, Internet das Coisas e análise de big data têm permitido que cidades e destinos turísticos monitorem fluxos, comportamentos e padrões de consumo em tempo real. Estudos da Fortune Business Insights indicam que essas ferramentas contribuem para a personalização de serviços, otimização de recursos e criação de experiências mais eficientes, especialmente relevantes para o turismo corporativo e para a atração de eventos corporativos.
No Brasil, iniciativas estruturadas de destinos turísticos inteligentes vêm sendo estimuladas por programas federais e pelo apoio de entidades como o Sebrae, que destaca o uso de plataformas digitais integradas para apoiar a gestão de informações, planejamento de serviços e relacionamento com visitantes. Já em mercados internacionais, exemplos europeus mostram investimentos públicos significativos em sistemas digitais que utilizam sensores, análise de dados e soluções inteligentes para organizar fluxos turísticos, melhorar a mobilidade urbana e apoiar a realização de eventos e viagens corporativas.
Essa transformação digital cria um ambiente mais favorável para o turismo corporativo, que depende de conectividade, previsibilidade e integração entre serviços. A possibilidade de cruzar dados sobre deslocamentos, hospedagem, agenda de eventos e comportamento dos viajantes permite que empresas planejem viagens corporativas e encontros de negócios com mais eficiência, reduzindo custos operacionais e aumentando o valor estratégico das experiências.
Nesse cenário, soluções digitais de gestão e automação financeira também ganham protagonismo. É o caso da Payfly, marketplace especializado em viagens e gestão de despesas corporativas, que contribui para ampliar a visibilidade de gastos, reduzir fricções operacionais e tornar a gestão de viagens mais eficiente e integrada.
Para Humberto Cançado, CEO da Voetur Viagens, a digitalização dos destinos amplia as oportunidades para o setor em 2026. “A adoção de tecnologias baseadas em dados permite criar jornadas mais fluidas, personalizadas e alinhadas aos objetivos das empresas. Destinos inteligentes passam a oferecer um ambiente mais preparado para receber eventos, convenções e viagens corporativas de forma estratégica”, afirma.
À medida que a digitalização avança e os destinos inteligentes ganham escala, o turismo corporativo tende a se beneficiar de modelos mais eficientes, sustentáveis e orientados por dados, consolidando novas oportunidades para empresas, gestores públicos e players do setor ao longo de 2026.




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