Carnaval 2026: quanto custa para estrear à frente de uma bateria? Madrinha da Tatuapé explica



"Resolvi anotar tudo porque era meu primeiro Carnaval nesse posto e eu precisava entender o tamanho do investimento”
 

Fotos: Divulgação | CO ASSESSORIA

 

Madrinha de bateria da Acadêmicos do Tatuapé no Carnaval 2026, Karol Rosalin, de 26 anos, eleita pela revista Playboy como a mulher fitness perfeita, decidiu transformar sua estreia na avenida em um exercício de transparência. Durante cerca de 90 dias de preparação, ela registrou em um caderno todos os gastos envolvidos para ocupar pela primeira vez um dos postos mais exigentes do Carnaval, revelando quanto custa, na prática, estar à frente de uma bateria.

Ao longo do processo, Karol percebeu que a rotina ia muito além dos ensaios. No levantamento, ela anotou aproximadamente R$ 10 mil em alimentação específica, voltada à manutenção de energia e resistência para treinos e ensaios, além de cerca de R$ 5 mil em suplementação. “Eu vinha do fitness, mas entendi rápido que o Carnaval exige outro tipo de preparo. Não dava para improvisar, meu corpo precisava responder todos os dias”, relata.

Para acompanhar o aumento da intensidade física, Karol contou com acompanhamento de nutricionista esportiva, ao longo de todo o período, somando cerca de R$ 5 mil, e investiu aproximadamente R$ 8 mil em personal trainer, com foco em fôlego, impacto e postura para sustentar o ritmo da bateria. “Mesmo treinando há anos, eu senti que precisava de um suporte específico para não quebrar no meio do processo”, explica.

A estreia no posto também exigiu preparação técnica. Karol fez aulas individuais com coreógrafo, voltadas à base do samba, técnica e presença cênica à frente dos ritmistas, o que representou um custo aproximado de R$ 7 mil. “Eu estava representando a bateria e a escola. Era meu primeiro ano, então eu precisava aprender tudo do jeito certo”, afirma.

Os cuidados estéticos e a produção para os ensaios técnicos também entraram na conta. Drenagens, massagens, cuidados com pele e cabelo somaram cerca de R$ 13 mil ao longo dos três meses. Já as roupas para ensaios, quadra e compromissos ligados à escola totalizaram aproximadamente R$ 22 mil. “É uma rotina de exposição constante, então eu precisava estar preparada para todos os momentos”, diz.

A logística completou o levantamento. Com deslocamentos frequentes, muitos deles noturnos, entre ensaios, quadra e compromissos oficiais, os gastos com transporte chegaram a cerca de R$ 10 mil. Ao colocar tudo no papel, Karol estima que o investimento para sua estreia à frente da bateria tenha ficado em torno de R$ 150 mil em apenas três meses. “Não é cachê, é investimento pessoal. Eu quis fazer do jeito certo desde o primeiro ensaio”, conclui.

A estreia de Karol Rosalin acontece pela Acadêmicos do Tatuapé, que desfila no Carnaval 2026, na sexta-feira, 13 de fevereiro, no Sambódromo do Anhembi, com o samba-enredo “Plantar para Colher e Alimentar – Tem Muita Terra Sem Gente, Tem Muita Gente Sem Terra”. Para a madrinha, viver essa estreia é assumir um compromisso que começa muito antes da avenida e exige respeito à escola, à bateria e à própria história que passa a construir no Carnaval, conclui.
 

Fotos: Divulgação | CO ASSESSORIA

Postar um comentário

0 Comentários