Jaqueline Gil (esquerda) entrega certificado de corais em regeneração na costa brasileira, da Biofábrica de Corais, para adoção por Matt Sorum (centro), ex-baterista do Guns’n’Roses e investidor em projetos socioambientais, e por Pablo Lobo, fundador da Sthorm.io, plataforma de inovação multisetorial a favor do planeta e com sede em Piracicaba (SP).
Três movimentos estratégicos dão
forma a essa voz única:
1. O bem-estar como métrica de paz
O Brasil
deve liderar a tese de que segurança climática é, essencialmente, segurança
humana: acesso a saúde, renda, moradia, água e alimento. Ao vincular
compromissos ambientais a indicadores de vida real, reduzimos o espaço para
soluções coercitivas — lógicas incompatíveis com a democracia e a paz. Em um
mundo assombrado pelo risco nuclear e pela força bruta (como alerta o CICV), cabe aos brasileiros reiterar
que a estabilidade global nasce da satisfação das necessidades humanas básicas.
2. Inovação com "Selo Embrapa": a ciência
que entrega
Nossa
presidência deve ser a vitrine de uma transição produtiva. Em vez de slogans,
ofereceremos soluções baseadas em pesquisa, extensão e inovação aberta. O Plano ABC+ (2020-2030) exemplifica essa jornada, focando em
sistemas, práticas e produtos sustentáveis adaptados aos trópicos. Ferramentas
como o SuperApp Brasil na Palma da Mão (BPM) articulam essa tecnologia
para o usuário final, fortalecendo nossa hospitalidade ao receber o mundo com
ciência aplicada e resultados mensuráveis.
3. Pertencimento e a nova economia colaborativa do turismo
A
verdadeira transformação ocorre através da "catarse cívica" dos turistas.
Engajar pelo pertencimento significa transformar o ato de "usar" em
"servir". O turismo responsável surge aqui como uma moeda alternativa
às disputas financeiras globais; um lastro baseado em experiências reais que
valoriza tanto quem viaja quanto quem acolhe.
Turistas
buscam paz, aprendizado e saúde; não existe demanda para o turismo de guerra
entre aqueles que respeitam a vida e a liberdade individual. Ao
"algoritmizar" o saber científico e os Direitos Humanos, promovemos
uma mobilidade social justa. O Brasil, líder mundial em atrativos naturais e 8º
em atrativos culturais, tem recursos para capitanear a economia colaborativa do
turismo que remunera o impacto social positivo — auditável e vinculado a
projetos reais de educação e proteção ambiental.
Conclusão: uma nova etapa civilizatória
A COP30 convida brasileiros e estrangeiros a experimentarem sistemas integrados que priorizam a qualidade de vida. Inspirados por vozes como a de Janete Gil — nossa representante em Davos que traz sinergias globais para o Portal do Hoteleiro —, devemos resistir a lógicas de dominação. Que o senso de pertencimento e a autoestima guiem este novo passo da evolução civilizatória, acelerado pela tecnologia, onde o bem-estar social é o valor supremo.
*Luiz Henrique Arruda Miranda é Comunicador Social e CEO da Agência Amigo – Comunicação Integrada, publisher do portaldohoteleiro.com.br e da revista Skål São Paulo e diretor de Comunicação e Marketing da Skål Internacional Brasil.





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