Quem já não teve o desprazer de ver esta porcaria em algum banheiro, seja nas paredes ou na porta? Pois saibam que escrever no banheiro não é de hoje. Já Machado de Assis apontava, em uma de suas cartas (1904) para J. Veríssimo, essa prática nada civilizada. Apenas que o teor das escritas era, digamos assim, bem mais suave. É o que se verifica desta missiva: “Em um dos quartos de banho aqui do Hotel achei escrito a lápis as seguintes palavras: ‘Saudades de Nova Friburgo’. Suponho que as escreveu alguém na véspera de descer. Mas logo abaixo dei com estas outras, provavelmente de alguém que ainda cá ficava: ‘Saudades do Rio’. Era um protesto, também a lápis, e a idéia não parece mal cabida nem mal expressa.” (Obras completas de Machado de Assis - Correspondência, São Paulo: Globo, 1997, p.87).
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