Conheça as 18 ações vencedoras do Prêmio Rodrigo 2026

 


Com o tema “Patrimônio Criativo: Inclusão Produtiva, Trabalho e Renda”, o concurso contemplou ações de excelência, realizadas entre os anos de 2023 e 2025

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) divulgou nesta sexta-feira (02/10) as 18 ações vencedoras do 39º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. Espalhadas por 13 estados e o Distrito Federal, as iniciativas receberão R$ 40 mil cada, como estímulo e forma de reconhecimento ao trabalho desempenhado.

Confira o resultado definitivo das ações vencedoras aqui.

Este ano, o concurso bateu recorde de inscrições, com 950, das quais 904 foram habilitadas e analisadas pelas 27 Comissões Estaduais. Em seguida, 182 ações foram classificadas para a Etapa Nacional, quando a Comissão Técnica indicou as 32 que passaram para a fase final.

Com o tema “Patrimônio Criativo: Inclusão Produtiva, Trabalho e Renda”, o Prêmio contemplou ações no campo do patrimônio cultural brasileiro, realizadas entre os anos de 2023 e 2025. As iniciativas selecionadas geraram impactos na valorização de ofícios, na qualificação para atividades criativas, na comercialização e remuneração justas ou na inserção profissional da juventude, envolvendo bens de natureza material ou imaterial, reconhecidos oficialmente como patrimônio cultural ou não.

Entre as premiadas estão ações de beneficiamento de alimentos tradicionais, formação de artesãs e artesãos, marcas coletivas, feiras, festivais e roteiros de turismo de base comunitária, que transformam saberes tradicionais em fonte de trabalho e renda para comunidades detentoras.

As 18 vencedoras são de quatro regiões do Brasil, sendo quatro do Norte, oito do Nordeste, duas do Centro-Oeste e 4 do Sudeste. Elas estão divididas nas seguintes categorias:
  • 4 por pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEI) ou microempresas (ME);
  • 12 por cooperativas e associações ou grupos e coletivos não formalizados;
  • 1 por demais empresas e institutos privados; e 1 por entidade da administração pública direta e indireta municipal, estadual ou federal.

Para esta edição, pela primeira vez na história do Prêmio, ações realizadas nos municípios da Faixa de Fronteira — faixa de 150 km de largura ao longo de toda a fronteira terrestre brasileira — receberam cinco pontos extras na avaliação da Comissão Técnica, como forma de ampliar o reconhecimento para além da faixa litorânea do país. Como resultado disso, quatro ações, entre as 18 vencedoras, são da Faixa de Fronteira, fazendo relação com esse indutor de equidade regional introduzido esse ano com pontos extras para essas ações.

Além disso:
  • 13 das ações premiadas são realizadas em municípios do interior, e sete estão em cidades de baixo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM);
  • 72% das iniciativas vencedoras foram realizadas por, com e/ou para povos e comunidades tradicionais;
  • 89% das premiadas foram apresentadas por proponentes não brancos (pretos, indígenas e pardos) e;
  • Metade dos vencedores foi inscrita por associações, outras três ações são de grupos ou coletivos e três são de pessoas físicas, representando a sociedade civil organizada;


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