
Com impacto econômico estimado em R$ 271 milhões, a quinta parada consecutiva da regata transoceânica em Itajaí (SC), programada entre 31 de março e 18 de abril do próximo ano, promete aquecer a hotelaria, a gastronomia, os serviços e a cadeia náutica, além de mobilizar estruturas locais como a Marina Itajaí, maior complexo náutico do Sul.
Agosto, 2026 – Em apenas 19 dias, Itajaí poderá receber um fluxo de até 500 mil visitantes e movimentar R$ 271 milhões com a passagem da The Ocean Race 2027. A cidade catarinense sediará, entre 31 de março e 18 de abril, a quinta escala consecutiva da maior regata de volta ao mundo. Os primeiros veleiros são esperados a partir de 31 de março, depois da travessia entre Auckland, na Nova Zelândia, e o litoral brasileiro, incluindo a passagem pelo desafiador Cabo Horn. A lista definitiva de inscritos ainda não foi anunciada, mas o regulamento abriu inicialmente dez vagas para os IMOCA 60 — configuração que representaria 40 atletas, quatro por barco, além de um repórter embarcado em cada equipe.
O cenário-base prevê 420 mil visitantes, com possibilidade de alcançar meio milhão durante o funcionamento da Vila da Regata. Caso a estimativa máxima se confirme, o fluxo será 31% superior às 381 mil pessoas registradas em 2023. O avanço também aparece na economia: há três anos, o impacto da competição foi calculado em R$ 195,6 milhões; para 2027, a projeção é quase 39% maior, com efeitos diretos sobre hotelaria, gastronomia, comércio, transportes, prestação de serviços, geração de empregos e indústria náutica.
Antes de chegar a Itajaí, única parada brasileira da regata, os competidores enfrentarão um dos percursos mais exigentes dos 53 anos da The Ocean Race. A largada será em 17 de janeiro de 2027, em Alicante, na Espanha, seguida por uma travessia de aproximadamente 14 mil milhas náuticas até Auckland — a mais longa etapa de abertura da história da prova. De lá, a frota seguirá pelo Oceano Sul, contornará o Cabo Horn e avançará até Santa Catarina. Os atletas competirão a bordo dos IMOCA 60, veleiros equipados com foils e capazes de “voar sobre as águas”, superando uma velocidade de 30 nós, cerca de 55 quilômetros por hora. Cada tripulação terá quatro velejadores de pelo menos duas nacionalidades e deverá contar, obrigatoriamente, com ao menos uma mulher.
A realização da etapa brasileira conta com a participação de Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí. Na edição de 2023, quando também atuou como gerente náutico da The Ocean Race no Brasil, o executivo acompanhou a largada em Alicante e auxiliou, ao lado da prefeitura, na organização da parada latino-americana.
“Receber até 500 mil visitantes em 19 dias mostra que a The Ocean Race ultrapassou o esporte e se tornou uma plataforma de desenvolvimento para Itajaí. A chegada dos veleiros mobiliza toda uma cadeia, da hotelaria e da gastronomia aos estaleiros, e prestadores de serviços náuticos. O principal legado é apresentar ao mundo uma cidade preparada para receber grandes competições, embarcações e investimentos”, comenta Carlos.
A relação da Marina Itajaí com a regata atravessa diferentes edições. Em 2018, o complexo recebeu cerca de 90 embarcações de visitantes, alcançou 100% de ocupação das vagas molhadas e registrou aproximadamente 5 mil pessoas durante o evento. Também foi ponto de embarque e desembarque de torcidas, equipes de apoio, jornalistas e navegadores. Em 2023, participou como patrocinadora oficial, criou tarifas especiais e abriu reservas limitadas para quem chegou à cidade pelo mar. A escala de 2027 marcará a 11ª passagem da The Ocean Race pelo Brasil e reforçará a posição de Itajaí entre os principais destinos da vela oceânica e do turismo náutico na América Latina.
Sobre a Marina Itajaí
Com início das operações em 2016, a Marina Itajaí está localizada no centro de Itajaí, SC, ao lado do Centreventos. Modernos equipamentos como ForkLift para até 12 toneladas e TravelLift para até 75 toneladas, são um diferencial na sua configuração, além do posto de combustível com bandeira BR, sendo a única marina no sul do país com Diesel Verana. Possui espaço gastronômico com dois restaurantes internacionais, o Zephyr Seafood & Nikkei e o Zebuino Parrilla e Fogo, com amplo estacionamento, ponto de carregamento de carros elétricos e heliponto. Foi a primeira Marina do Brasil com certificação internacional ISO 14.001/2015 e Bandeira Azul.
Mais informações: https://www.marinaitajai.com/



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