
"Ginga - A celebração do Futebol na Arte Afro-Atlântica" reúne obras de Aston, NeneSurreal e Mariana Calle para refletir sobre futebol, cultura e experiências afro-atlânticas
São Paulo, junho de 2026 – Tendo o futebol como ponto de partida para refletir sobre cultura, memória e pertencimento, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com gestão da Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura (AMAB), inaugura, no dia 13 de junho, sábado, às 11h, a exposição "Ginga – A celebração do Futebol na Arte Afro-Atlântica". A mostra reúne obras do artista beninense Aston e das artistas brasileiras NeneSurreal e Mariana Calle, estabelecendo diálogos entre arte contemporânea, cultura urbana e experiências compartilhadas em diferentes territórios afro-atlânticos.
Realizada pelo Núcleo de Curadoria do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, a mostra toma como ponto de partida o conceito de ginga, associado ao movimento, à habilidade e à criação. Presente em diferentes manifestações culturais afro-brasileiras, a ginga é apresentada como uma forma de inteligência corporal baseada no improviso, na adaptação e na construção de novas possibilidades diante dos desafios do cotidiano.
A exposição aborda o futebol como uma linguagem compartilhada capaz de articular práticas sociais, imaginários coletivos e processos históricos que atravessam fronteiras geográficas. Nesse contexto, o esporte é compreendido como espaço de encontro, pertencimento e construção de vínculos entre comunidades negras em diferentes partes do mundo.
"Ginga parte do futebol como uma experiência que atravessa territórios, gerações e culturas. A exposição reúne diferentes linguagens artísticas para refletir sobre os vínculos históricos e contemporâneos que conectam comunidades negras em distintos contextos da diáspora africana. Ao aproximar arte, memória, ancestralidade e cultura urbana, a mostra convida o público a olhar para o futebol como um espaço de encontro, criação e construção de pertencimentos", afirma Vera Nunes, superintendente artística do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.
O núcleo central da mostra é a instalação "Stadium" (2014), do artista beninense Aston, pertencente ao acervo do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo. Produzida a partir de madeira, fios, plásticos, tinta acrílica e metal reaproveitados, a obra recria um campo de futebol e estabelece relações entre ancestralidade, coletividade e sustentabilidade.
Além das discussões sobre futebol, cultura e diáspora africana, a exposição também dialoga com questões relacionadas à sustentabilidade. Produzida a partir de materiais reaproveitados, a obra transforma elementos descartados em uma cena inspirada no universo do futebol e evidencia como processos de criação artística podem ressignificar objetos, memórias e territórios. Ao incorporar resíduos à criação artística, Aston convida o público a refletir sobre reaproveitamento, cuidado e continuidade.
A mostra também apresenta intervenções inéditas de NeneSurreal e Mariana Calle, artistas que atuam na intersecção entre arte urbana, muralismo e experiências negras contemporâneas. Desenvolvidas especialmente para a exposição, as pinturas murais ampliam o diálogo entre futebol, território, identidade e memória, incorporando referências das periferias urbanas, da cultura afro-brasileira e das múltiplas formas de pertencimento construídas no espaço público.
A experiência expositiva é complementada por mesas de futebol de botão representando seleções de diferentes países, criando um ambiente de interação que aproxima o público das dinâmicas do jogo e reforça o caráter coletivo e participativo da mostra.
Serviço
“Ginga – A celebração do Futebol na Arte Afro-Atlântica”
Abertura: 13 de junho de 2026, às 11h
Em cartaz até o dia 02/08/2026
Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Parque Ibirapuera, Portão 10 - Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - São Paulo (SP)
Horário de funcionamento:
Terça-feira a domingo, das 10h às 17h
(permanência até 18h)
Ingressos: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada)
Gratuito às quartas-feiras
Informações: www.museuafrobrasil.org.br
Sobre o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura. Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do seu fundador, Emanoel Araujo (1940-2022), o museu é um espaço de história, memória e arte. Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do mais famoso parque de São Paulo, o Parque Ibirapuera, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo conserva, em cerca de 12 mil m², um acervo museológico com mais de 20 mil obras, apresentando diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiro e abordando temas como religiosidade, arte e história, a partir das contribuições da população negra para a construção da sociedade brasileira e da cultura nacional. O museu exibe parte deste acervo na exposição de longa duração e realiza exposições temporárias.



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