Equipamento cultural em Leopoldina resgata a origem da energia na região e convida visitantes a conhecer a história da eletrificação no Brasil
Mantido pela Fundação Ormeo Junqueira Botelho, com patrocínio do Grupo Energisa, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com execução da Santa Rosa Bureau Cultural, o Museu-Parque foi criado para preservar um importante patrimônio industrial brasileiro e ampliar o acesso da população à história da energia e do desenvolvimento regional.
“A Usina Maurício representa um capítulo fundamental da história da eletrificação na Zona da Mata mineira e no interior do Brasil. Preservar esse patrimônio é valorizar o pioneirismo da engenharia nacional e reconhecer o papel da energia como vetor de transformação social e econômica. Através dele conectamos memória, inovação e desenvolvimento, garantindo que essa história continue inspirando novas gerações”, afirma Eduardo Mantovani, presidente da Fundação Ormeo Junqueira Botelho do Grupo Energisa.
Localizado em Piacatuba, distrito de Leopoldina, o espaço está inserido em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) com cerca de 327 hectares de Mata Atlântica preservada. O antigo sítio industrial agora é um ambiente de visitação, aprendizagem e contato com a natureza.
O berço da eletrificação na região
A construção da Usina Maurício começou em 1905, quando a eletrificação ainda era um grande desafio no interior do país. Para viabilizar o empreendimento, foi necessário abrir um ramal ferroviário exclusivo para transportar equipamentos importados, como turbinas e geradores.
A usina foi inaugurada em 1908 e marcou um momento decisivo para o desenvolvimento da região, levando energia elétrica a cidades da Zona da Mata mineira e impulsionando atividades econômicas e urbanas.
Mais de um século depois, o local foi revitalizado sem perder sua identidade histórica. O Galpão da Usina preserva o maquinário original e utiliza recursos expositivos contemporâneos, como narrativas sonoras imersivas, para apresentar ao público o funcionamento da antiga hidrelétrica e o pioneirismo da engenharia nacional. O espaço também valoriza a memória dos trabalhadores que participaram da construção e operação da usina, reconhecendo o papel de quem ajudou a levar energia para o interior do Brasil.
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História, natureza e educação ambiental
Além do patrimônio industrial, o Museu-Parque Usina Maurício amplia a experiência dos visitantes com atividades ao ar livre. Trilhas ecológicas, passarelas elevadas e áreas de contemplação permitem explorar a paisagem natural da reserva, promovendo a integração entre história e meio ambiente.
Essa combinação transforma o espaço em um ambiente de educação ambiental e aprendizado sobre energia e sustentabilidade, com potencial para receber estudantes, pesquisadores e visitantes interessados em conhecer a relação entre desenvolvimento energético e preservação da natureza.
O Programação de Mediação Cultural e Educativa propõe uma experiencia que evolui da observação sensível a análise crítica, permitindo que os estudantes compreendam não apenas como a energia é produzida, mas também seu papel na transformação das cidades e nos desafios do futuro energético e ambiental. O educativo articula conteúdos de ciências, tecnologia, geografia, história, literatura e educação ambiental.
Segundo Delânia Cavalcante, gerente de Investimento Social do Grupo Energisa, o projeto reforça o compromisso da companhia com o investimento cultural e com o desenvolvimento do conhecimento no território.
“Investir na revitalização da Usina Maurício é criar um espaço que amplia as possibilidades de pesquisa, educação e produção cultural na região. O Museu-Parque permite que estudantes, pesquisadores e visitantes tenham contato com a história da energia ao mesmo tempo em que exploram temas como sustentabilidade, inovação e preservação ambiental. É um ambiente que conecta memória, conhecimento e novas oportunidades de aprendizado para diferentes gerações”, afirma.
Através do Museu-Parque a região ganha mais um espaço dedicado à preservação da história e à reflexão sobre o papel da energia na construção do país.
Para atender diferentes públicos, o Museu-Parque oferece três tipos de visitação. A visita espontânea permite que o visitante conheça o espaço de forma livre, no seu próprio ritmo. Já a visita guiada tradicional conta com acompanhamento de mediadores, que apresentam a história da usina, o funcionamento da geração de energia e os conteúdos das exposições. Há ainda a visita guiada para instituições, voltada especialmente para escolas, universidades e grupos organizados, com atividades educativas adaptadas a cada público. O agendamento das visitas é gratuito e pode ser realizado de forma simples, gratuita e 100% online pelo site da Fundação Ormeo Junqueira Botelho.
Serviço
- Funcionamento: de quarta a sábado, das 8h30 às 17h, e aos domingos, das 8h30 às 14h.
- Agendamento: pelo link disponível no site da Fundação Ormeo Junqueira Botelho
- Informações: museuparque@fojb.org.br




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