Povos da Floresta

 

Chico Mendes, de Rafael Prado, Porto Velho

 

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A economia criativa da floresta ganha escala nacional


Festival itinerante transforma arte indígena, ribeirinha e quilombola em ativo estratégico de geração de renda e desenvolvimento sustentável.

 

Enquanto o debate sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia avança nos campos ambiental e energético, um projeto cultural vem demonstrando, na prática, o potencial da economia criativa como vetor estratégico de geração de renda, circulação econômica e fortalecimento territorial na região Norte.

Festival dos Povos da Floresta, idealizado pela Rioterra – Centro de Inovação da Amazônia, apresentado pela Petrobras e realizado pelo Ministério da Cultura e Governo Federal, chega a Belém (PA) com a Exposição dos Povos da Floresta: Ocupação Artística Contemporânea Mairi, em cartaz até 29 de março no MIS (Museu da Imagem e do Som do Pará). Mais do que uma agenda cultural, o projeto se consolida como case de impacto na economia criativa amazônica.

Desde o início de sua circulação por Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Macapá (AP), o festival já reuniu mais de 260 obras, envolveu mais de 60 artistas e grupos e alcançou público superior a 28 mil pessoas, além de 16 intervenções performáticas que mobilizaram cerca de 15 mil espectadores. Os números revelam um ecossistema produtivo estruturado, que ativa cadeias locais de fornecedores, técnicos, produtores, montadores, comunicadores e prestadores de serviço. Após Belém, o evento segue para Brasília

 

Economia da floresta em pé — e em circulação 

Ao articular artes visuais, audiovisual e saberes tradicionais, o festival transforma vivências amazônicas e referências culturais, incluindo folclores regionais, em ativos criativos com potencial de circulação nacional. A tradição aparece não como elemento estático, mas como matriz viva de inovação estética e geração de valor simbólico e econômico.

A itinerância pelas capitais da Amazônia Legal fortalece redes regionais, estimula contratações locais e amplia a inserção de artistas indígenas, ribeirinhos e quilombolas no circuito cultural brasileiro. O projeto também promove formação, intercâmbio e profissionalização, contribuindo para estruturar uma cadeia produtiva cultural sustentável na região.

 

Cultura como estratégia de desenvolvimento 

Em um momento em que o Brasil busca modelos de desenvolvimento de baixo carbono e soluções baseadas na sociobiodiversidade, o festival apresenta a cultura como eixo estratégico de sustentabilidade. A iniciativa articula território, identidade e mercado, criando oportunidades concretas para comunidades tradicionais sem deslocá-las de seus contextos culturais.

Com entrada gratuita e acessível, o projeto combina impacto social, visibilidade nacional e ativação econômica. Ao conectar artistas de Rondônia, Roraima, Amapá e Pará a novos públicos e circuitos, o festival demonstra como políticas culturais e investimento institucional podem fortalecer a economia criativa da Amazônia como setor estruturante.

 

SERVIÇO

Exposição: Exposição dos Povos da Floresta: Ocupação Artística Contemporânea Mairi
Período: 11 de fevereiro a 29 de março de 2026
Horário: 9h às 17h
Dias: Terça a domingo
Local: MIS – Museu da Imagem e do Som do Pará (Palacete Faciola) – Belém (PA)
Entrada: Gratuita

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