Com novas áreas para esporte e lazer, Marquise do Ibirapuera volta a conectar cultura no Parque neste sábado (24)

Totalmente restaurada, a Marquise reabre como ponto de encontro da cidade, conectando pessoas, arte e movimento na artéria do Ibirapuera, na véspera do aniversário de São Paulo


 

Divulgação: Urbia Parques

São Paulo, 23 de janeiro - A Urbia, gestora do Parque Ibirapuera, entrega as obras da Marquise do Ibirapuera neste sábado, 24 de janeiro de 2026. Após um minucioso processo de restauro e modernização, o icônico equipamento projetado por Oscar Niemeyer será reaberto à população na véspera do aniversário de 472 anos de São Paulo, reafirmando seu papel como o "artéria de conexão e integração" do parque.
 

Mais do que uma obra arquitetônica, a Marquise é o eixo que integra os principais equipamentos culturais do Parque Ibirapuera, como o Museu de Arte Moderna (MAM), a Oca, o Pavilhão das Culturas Brasileiras, o Museu Afro Brasil e o Auditório Ibirapuera. Com suas curvas modernistas e 27 mil m², o espaço volta a ser o grande abrigo democrático da cidade, permitindo que visitantes desfrutem de arte e lazer independentemente das condições climáticas.
 

“A reabertura da Marquise é um presente para o paulistano no aniversário da cidade. Conseguimos aliar a restauração do patrimônio histórico com melhorias práticas que elevam a experiência do usuário, num espaço democrático que conecta os equipamentos culturais do Parque Ibirapuera”, comenta Roberto Capobianco, presidente da Urbia Parques.
 

Investimento e modernização
 

As obras da Marquise representaram um grande desafio de engenharia e preservação histórica. O espaço foi totalmente interditado em agosto de 2020, antes do início da gestão da Urbia, fato que se deu em outubro de 2020, e a reforma estrutural conduzida pela Urbia teve início em março de 2024, após estudos técnicos e aprovação dos projetos pelos órgãos de tombamento — CONDEPHAAT, CONPRESP e IPHAN a obra está sendo finalmente entregue. O projeto contou com um investimento total de aproximadamente R$82,6 milhões, viabilizado pela Prefeitura de São Paulo.
 

Ao longo do período de obras, o projeto mobilizou um efetivo de mais de 400 profissionais, entre equipes diretas, indiretas e terceiros, refletindo a complexidade técnica e o cuidado exigido nesta intervenção deste patrimônio tombado.
 

Durante a execução, foram realizadas intervenções fundamentais para garantir a longevidade da estrutura, incluindo:

  • Recuperação estrutural: Tratamento de patologias no concreto armado e reforço das 121 colunas;
  • Impermeabilização de última geração: Aplicação de manta tecnológica em toda a laje de cobertura para eliminar as históricas infiltrações;
  • Restauro do forro e piso: Substituição do revestimento de forro e cimentação dos pisos, respeitando a estética original de 1954;
  • Retirada da sobrecarga existente no teto: Demolição de camadas de impermeabilização obsoletas aplicadas em cima da Marquise ao longo dos anos;
  • Drenagem: Modernização de todo o sistema de escoamento de águas pluviais;
  • Modernização de banheiros: Requalificação dos banheiros da Marquise.

Todo o processo seguiu rigorosos protocolos de preservação, incluindo testemunhos e análises pictóricas que orientaram as diretrizes de restauro, além de reforços e tratamentos estruturais em lajes, vigas e fundações, com reparo de armaduras, proteção anticorrosiva e aplicação de grout, assegurando a integridade e a durabilidade da estrutura original.
 

A obra em números

  • Aproximadamente 29 mil m² de impermeabilização
  • 22 mil m² de recuperação de piso
  • 27 mil m² de forro restaurado e 27 mil m² de pintura
  • Aplicação de cerca de 1.000 m² de revestimento em pastilhas
  • Utilização de aproximadamente 25.000 metros de cabos elétricos
  • Recuperação de 750 metros de tubulação de águas pluviais, por meio da técnica CIPP
  • Emprego de cerca de 4.250 m³ de concreto para reforços estruturais
  • Instalação de 500 novas luminárias

Novos espaços e números relevantes

Com foco na convivência harmônica dos usuários do parque, a reabertura traz uma nova setorização da Marquise. A Prefeitura de São Paulo determinou áreas específicas, delimitadas por sinalização no piso, para garantir segurança e conforto ao público.

  • Área para prática esportiva: o espaço volta a ser o reduto de skatistas, patinadores e praticantes de BMX, com o piso liso que tornou a Marquise referência mundial nessas modalidades. Cabe ressaltar que é a primeira vez que há um espaço reservado para a prática dos esportes. Anteriormente, o Decreto Municipal 43.992 de 2003 proibia completamente o uso.
     
  • Espaço kids: foi reservada uma área para o lazer infantil, oferecendo um ambiente seguro para famílias e crianças.
     
  • Iluminação e tecnologia: para valorizar a arquitetura noturna e ampliar a segurança, a Marquise recebeu 500 novas luminárias em LED, que destacam as curvas de Niemeyer com maior eficiência energética.

“A Marquise é um dos ativos mais simbólicos do Parque Ibirapuera e passa agora a integrar, pela primeira vez, a gestão da Urbia. É um orgulho assumir o compromisso com a conservação deste patrimônio e devolvê-lo à cidade. Convidamos a população a fluir nesse equipamento respeitando o regulamento para que o espaço seja sempre um lugar de todos.", comenta Roberto Capobianco, presidente da Urbia Parques.

 

Sobre a Urbia 

Criada em 2019, pela Construcap, a Urbia Gestão de Parques nasce para valorizar, cuidar e preservar o patrimônio histórico e ambiental, enquanto oferece lazer qualificado, entretenimento e cultura a todos os visitantes. A dedicação da empresa se concentra em criar, a cada dia, um mundo melhor, com mais diversidade, inclusão e cidadania, reconectando as pessoas à natureza. Ao todo, há cinco concessões especializadas na gestão de parques públicos, urbanos e naturais, hoje concentrados nas regiões Sul e Sudeste do país. A primeira é a Urbia Gestão de Parques de São Paulo, uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) criada para cuidar da gestão dos seis parques paulistanos (Ibirapuera, Tenente Brigadeiro Faria Lima, Jacintho Alberto, Jardim Felicidade, Eucaliptos e Lajeado). Apoiada no desenvolvimento sustentável, ela tem o objetivo de conectar pessoas por meio do lazer, entretenimento e cultura, e proporcionar momentos de imersão e harmonia com a natureza no meio urbano. Além destes, a Urbia também é responsável pela gestão dos Parques Estaduais do Horto Florestal (Alberto Löfgren) e da Cantareira, ambos localizados na zona norte de São Paulo/SP; dos Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, considerando suas principais áreas de visitação - as áreas do Cânion Fortaleza, Cânion Itaimbezinho e Rio do Boi, situados em Cambará do Sul/RS e Praia Grande/SC; e das Cataratas do Iguaçu, Parque Nacional do Iguaçu em Foz do Iguaçu/PR, em parceria com o Grupo Cataratas, com os mesmos propósitos e modelos de gestão. Recentemente, também em parceria com o Grupo Cataratas, a Construcap sagrou-se vencedora da licitação do Parque Nacional de Jericoacoara, cujo contrato já foi assinado.

 

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