Em local icônico e simbólico à capoeira, a Praça da Cruz Caída, em Salvador (BA), ficou lotada para prestigiar a decisão mundial do Red Bull Paranauê, competição que coroou os melhores capoeiristas do mundo, no último domingo (18). Em jogos acirrados, a baiana Jubenice ‘Bibinha’ e o paulista Joseph Augusto ‘Gugu’ mostraram os seus gingados em diversos toques, encantaram os jurados e repetiram a façanha de 2018 ao se tornarem, agora, bicampeões internacionais.
“Essa competição, em 2024, tem um significado muito maior. Após minha última conquista, eu me tornei mãe pela segunda vez e agora que venho retomando meus treinos com mais intensidade. Então, foquei para além da técnica, principalmente entendendo a maturidade do meu corpo. Acredito que outras mulheres possam se inspirar na minha história, pois mostrei que é possível chegar onde desejamos”, afirma Bibinha, que competiu em sua terra natal e foi ovacionada pelo público a cada instante. “Foi boa demais essa torcida. Muitos alunos e amigos da capoeira me apoiando, dando uma energia extra para me impulsionar”, completa.
“Tem muita responsabilidade, muita ancestralidade estar aqui. Estou mais maduro, pois tudo o que mentalizei, eu pude executar. Quando soube do evento, eu treinei todos os dias para estar neste lugar”, analisa Gugu, que também possui projetos sociais para levar a capoeira ao mundo. “Eu tenho projetos na Alemanha, na Áustria, na Grécia, nos Estados Unidos, em Portugal. Pensando em Mestre Bimba, que competiu nessa Praça da Cruz Caída há quase 100 anos, esse momento representa a continuidade da capoeira. Eu sou fruto da semente que ele plantou”, finaliza.
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