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Lúcida
e sensível, Andréa é uma autodidata da comunicação
visual. Há pouco tempo, ainda, se lançou a aventura da imagem
- forma, cor, matéria-prima, percepção pura: expressividade
transbordante.
Ao referir-me à aventura, penso no aventurismo que assolou a vida
de grandes mestres das comunicações visuais. Foram eles
autodidatas ou tiveram um extenuante aprendizado acadêmico?! Isso,
enquanto indagação, daria margem para defesa de tese do
mais alto nível, que não alteraria, contudo,a importância
da operação visual sensível e criativa, isto é,
o pico máximo do manifesto que alguns artistas souberam sublimar.
Os poucos trabalhos de Andréa, produzidos durante sua curta fase
inicial, não foram substancialmente significativos para se estabelecerem
vícios ou condicionamentos e imposições de pseudo
aprendizagem motriz ( meros exercícios de mecanicidade não
vivenciada).
Com apenas 24 anos, bem nova ainda, André compreendeu o real valor
da pesquisa da forma à luz da dinâmica lúdica. Uma
fase nova, perceptiva e sensível está acontecendo em sua
programação visual agora.
Nesta mostra, vamos encontrar alguns lances dessas imagens lúdicas.
Composições integradas e bem tramadas substituíram
as pouquíssimas imagens da velha temática inicial.
Sua dinâmica irá beneficiar seus trabalhos atuais que brotam
com grandes espontaneidade, completamente descompromissados do pública
e da crítica.
Isso é bom. Prossiga!"
João
Rossi
Novembro 1990
Apresentação
de João Rossi para a primeira exposição da autora,
em 1990.
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